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Região 25 de janeiro de 2022

Idanha-a-Nova: MASCAL solicita ao MP que se pronuncie sobre infidelidade de Idalina Costa

Por: Diário Digital Castelo Branco

Os associados do Movimento de Apoio e Solidariedade Colectiva ao Ladoeiro (MASCAL), reunidos em Assembleia Geral Extraordinária no domingo passado, dia 23 de Janeiro, entenderam que os factos indiciados pelo Ministério Público (MP), como sendo susceptíveis de conformar um crime de infidelidade na gestão da Instituição levada a cabo por anteriores dirigentes, devem ser julgados por um juiz no Tribunal. 

Segundo a informação que o Diário Digital Castelo Branco (DDCB) já anunciou https://www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/58774/idanha-a-nova-vice-presidente-da-camara-e-filho-julgados-por-burla-tributaria e que agora teve acesso, a votação foi no sentido de que deve prosseguir a competente acção penal para julgar os responsáveis, anteriores dirigentes do MASCAL , com 36 votos a favor, duas abstenções e 20 votos contra. 

Sem prejuízo do direito de acção que ainda assiste a cada associado, ou grupo de associados, para apresentar queixa ao MP, pela alegada prática do crime de Infidelidade, esta votação não deixará de ser apreciada e valorada pelos órgãos competentes do poder judicial, que daí retirará as necessárias consequências. 

"Enquanto a questão judicial não fica clarificada, politicamente o clã Costa sofreu uma profunda derrota, da qual as forças políticas concelhias, e em particular o PS, não podem deixar de tirar as devidas ilações" lê-se num comunicado sobre a MASCAL a que o DDCB teve acesso. 

Idalina Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, e candidata a deputada pelo PS no círculo eleitoral de Castelo Branco, fica agora numa posição de grande fragilidade, quer no executivo, quer perante os seus parceiros de candidatura, em particular porque prossegue ainda contra si uma outra acção penal para julgar um alegado crime de Burla Tributária, que ameaça arrastar-se no tempo, e que pode comprometer o seu mandato político, caso seja condenada. 

Isolada, com a perspectiva de poder vir a ser candidata nas próximas autárquicas cada vez mais longe, pela falta de apoios internos do PS, pelo desgaste das acções penais que impendem contra si, e pela repercussão que as notícias do Caso MASCAL tiveram nos media, Idalina Costa é hoje uma figura política desgastada e em queda, falando-se inclusivamente no seu pedido de demissão. O PS já percebeu isso, e temendo as influências negativas da presença de Idalina Costa nas acções de campanha das legislativas, tem procurado manter a candidata suplente o mais afastada possível dos holofotes. 

Armindo Jacinto, presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, fez questão de estar presente na assembleia, mas talvez temendo as consequências negativas do caso na sua imagem, e sem mostrar qualquer manifestação de voto de apoio a Idalina Costa, preferiu por a tónica do seu discurso na necessidade de se fazer uma gestão profissional das Instituições de Solidariedade Social do Concelho, para que situações como estas não se repitam. 

Apesar do ambiente de alguma tensão, os trabalhos da Assembleia Geral foram conduzidos de forma irrepreensível e dentro da maior normalidade, aguardando-se agora pelo envio dos resultados para o MP de Idanha-a-Nova, que tem a última palavra quanto à questão decidida pela Assembleia Geral da MASCAL.

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