Por: Diário Digital Castelo Branco
O presidente da distrital do PSD de Castelo Branco mostrou-se hoje “desiludido” com o resultado do partido nas eleições legislativas de domingo, nas quais não conseguiu chegar ao segundo deputado no distrito.
“A verdade é que no distrito de Castelo Branco não conseguimos chegar ao segundo deputado e havia essa expectativa, até porque aquilo que as sondagens nos indicavam é que havia uma dinâmica nacional. Ela não se traduziu no terreno, no aumento do número de mandatos, nem no aumento percentual em relação àquele que o PSD tinha em 2019”, afirmou Luís Santos à agência Lusa.
O líder da distrital do PSD de Castelo Branco disse ainda estar “particularmente triste” com o resultado obtido na Sertã.
“Nós [PSD], em termos de eleições nacionais, perdemos, pela primeira vez, na Sertã, numa altura em que a cabeça de lista era do concelho. E, no resto do distrito, em termos percentuais, não tivemos o aumento desejado”, realçou.
Luís Santos fez questão de sublinhar que após a hostilização que o presidente do PSD, Rui Rio, fez aos órgãos locais e à estrutura distrital, pensava que, pelo menos, havia uma razão eleitoral.
“O doutor Rui Rio, ao ter hostilizado os órgãos e as estruturas locais e a estrutura distrital, ao ter feito as apostas e as escolhas que fez, de forma unilateral, para a lista de deputados no distrito de Castelo Branco, nós deduzimos que havia uma razão, pelo menos eleitoral, para essas mesmas escolhas”, sustentou.
O presidente da distrital social-democrata de Castelo Branco defendeu, assim, uma “reflexão profunda” sobre o futuro do partido, a nível nacional.
“A partir de agora também espero que se respeite aquilo que é a vontade das estruturas, tanto de secção como da estrutura distrital, porque houve muita falta de diálogo entre a liderança nacional, entre a própria campanha distrital, com a comissão política distrital do PSD. Eu espero que, a partir de agora, essa reflexão também leve isso em linha de conta”, referiu.
Para Luís Santos, o verdadeiro combustível de um partido são os seus militantes.
“Os militantes, desta vez, foram muito pouco ouvidos e, obviamente, isso tem repercussões nos resultados distrital e nacional”, concluiu.
Segundo os resultados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna - Administração Eleitoral, o PS venceu no distrito de Castelo Branco nas eleições legislativas, com 47,65% dos votos e 3 deputados eleitos, apuradas as 120 freguesias. O PSD obteve 27,40 % dos votos e elegeu um deputado.
O PS alcançou a maioria absoluta nas legislativas de domingo e uma vantagem superior a 13 pontos percentuais sobre o PSD, numa eleição que consagrou o Chega como a terceira força política do parlamento.
Com 41,7% dos votos e 117 deputados no parlamento, quando estão ainda por atribuir os quatro mandatos dos círculos da emigração, António Costa alcança a segunda maioria absoluta da história do Partido Socialista, depois da de José Sócrates em 2005.
O PSD ficou em segundo lugar, com 27,80% dos votos e 71 deputados, a que se somam mais cinco eleitos em coligações na Madeira e nos Açores, enquanto o Chega alcançou o terceiro lugar, com 7,15% e 12 deputados, a Iniciativa Liberal (IL) ficou em quarto, com 5% e oito deputados, e o Bloco de Esquerda em sexto, com 4,46% e cinco deputados.
A CDU com 4,39% elegeu seis deputados, o PAN com 1,53% terá um deputado, e o Livre, com 1,28% também um deputado. O CDS-PP alcançou 1,61% dos votos, mas não elegeu qualquer parlamentar.
A abstenção desceu para os 42,04% depois nas legislativas de 2019 ter alcançado os 51,4%.
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