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Economia 2 de fevereiro de 2022

Sustentabilidade do amendoal debatida em Idanha-a-Nova

Por: Diário Digital Castelo Branco

É a partir da vila de Idanha-a-Nova que o projeto TransFarmers está a criar uma rede ibérica de boas práticas em amendoal.

Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, a primeira reunião entre produtores de amêndoa e entidades públicas e privadas envolvidas decorreu no passado dia 27 de Janeiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, lançando as bases para um trabalho conjunto em torno da produção sustentável de amêndoa.

No comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco, o Presidente do Município, Armindo Jacinto afirma que “este projeto é importante para desenvolvermos e aplicarmos as melhores práticas na cultura dos frutos secos, apostando na sustentabilidade e na agroecologia, em parceria com Espanha onde também há regiões de amendoal”. 

O autarca salienta que “o objetivo é termos uma economia mais amiga do ambiente, que é hoje uma preocupação das empresas que estão na linha da frente. É uma mais-valia termos um projeto que a partir de Idanha visa estudar as melhores práticas de sucesso, neste caso no cultivo de amendoal, investindo em modelos sustentáveis e regenerativos”.

Foi com esse objetivo que o CoLAB Food4Sustainability, laboratório colaborativo na área da sustentabilidade agrícola, com sede em Idanha-a-Nova, se aliou à AlVelAl, associação espanhola de paisagem regenerativa. Juntos criaram o projeto TransFarmers para promover o intercâmbio entre os dois países ibéricos, por via da dinamização de ações entre Idanha-a-Nova e Almería – regiões de referência na produção de amêndoa.

Já o presidente do CoLAB, Nuno Serra, realça, no mesmo documento que esta organização “está ao serviço dos produtores e da comunidade” e desenvolve “projetos com aplicação prática no terreno, que tornam a produção mais rentável e mais sustentável”.

Um dos parceiros determinantes é a BGI – Building Global Innovator. O CEO desta aceleradora de empresas, Gonçalo Amorim, considera fundamental que o empreendedorismo “tenha em consideração as questões da sustentabilidade e do valor dos serviços ecossistémicos”.

Este primeiro encontro TransFarmers contou ainda com a presença de vários produtores de amendoal e olival, representando diferentes entidades, nomeadamente, Egitânia, DuckRiver, AWA (Agro Water Almonds), VeraCruz e Monseeds. Além destes, participaram ainda dois produtores a título individual - um de olival tradicional e outro de olival intensivo.

Tiveram ainda presentes outros agentes da sociedade, nomeadamente, ARBI (Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha-a-Nova), Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos, Instituto Politécnico de Viseu, Instituto Politécnico de Bragança, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Câmara Municipal do Fundão, Câmara Municipal de Beja e, ainda, representantes da área da restauração e saúde publica. A moderação do debate esteve a cargo da Natural Business Intelligence (NBI).

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