Por: Diário Digital Castelo Branco
As marchas populares vão regressar à Covilhã nos dias 18 e 25 de junho, depois de dois anos de interregno devido à pandemia, anunciou a Câmara, em conferência de imprensa.
“Não obstante os números da covid-19, que ainda continuam a ser elevados, tal já não é impeditivo que realizemos este tipo de eventos que nos vêm dar um suplemento de energia, alma e ânimo para encararmos a nossa vida, porque vivemos também destes eventos e da alegria que é contagiante”, afirmou o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira.
O autarca lembrou que esta é a segunda vez que está a retomar uma tradição da cultura covilhanense, depois de em 2016 ter colocado fim a um interregno de dez anos na realização deste evento.
Entretanto a pandemia também obrigou a suspender este evento nos anos de 2020 e 2021, mas a autarquia acredita que estão reunidas as condições para que as marchas possam voltar à rua.
Para isso ocorrem ainda aspetos que permitem alguma tranquilidade à organização, tais como o facto de o evento decorrer no verão e de ser realizado ao ar livre, lembrou o presidente da Câmara.
“Todos nós poderemos conviver, interagir e divertir-nos, que bem precisamos, depois destes períodos pesados negros e sombrios com que nos temos deparado nos últimos tempos”, afirmou, sublinhando ainda a importância de todas as associações e elementos que participam no evento.
No regresso, do certame estarão presentes seis marchas, menos uma do que há dois anos. Duas das associações optaram por não participar e a Junta de Freguesia do Tortosendo irá estrear-se, conforme foi anunciado.
“Decidimos participar porque achamos que era importante retomar as atividades festivas e porque acreditamos que, ao alargarmos as marchas às freguesias, podemos criar uma dinâmica para que estas possam crescer. Além de que queremos fomentar o espírito de comunidade na freguesia”, explicou Susete Ferreira, da Junta de Freguesia do Tortosendo.
Uma ideia partilhada pelo presidente da União de Freguesia da Covilhã/Canhoso, Carlos Martins, que classificou estas marchas como “a grande manifestação popular, recreativa, popular e musical, que se realiza na Covilhã”.
Nesta edição, o primeiro desfile decorrerá no dia 18 de junho, a partir do Campo das Festas até ao Pelourinho, e o segundo está agendado para o dia 25 de junho, no Complexo Desportivo.
Irão desfilar as Águias do Canhoso, o Oriental de São Martinho, a Junta de Freguesia do Tortosendo, o Académico dos Penedos Altos, o Grupo Desportivo de Santo António e o Grupo Desportivo da Mata.
Entre organização, figurinos, construção de arcos, marchantes e bandas de música, estas marchas envolvem entre 700 e 800 pessoas.
O evento está orçamentado em cerca de 50 mil euros: quatro mil euros para cada grupo participante (total de 24 mil euros) e, o restante, para despesas logísticas e de organização.
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