Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
Eleitos da Assembleia Municipal de Penamacor estão preocupados com os “enormes atrasos” que se têm verificado na entrega do correio naquele concelho e que prejudicam as populações.
O assunto foi abordado na sessão da Assembleia Municipal, que se realizou na quinta-feira à noite, com os eleitos a frisarem que os atrasos na entrega da correspondência ultrapassam as três semanas e que estão a afetar instituições, empresas e pessoas.
“Estamos a ser altamente prejudicados em termos de entrega de correio”, afirmou Álvaro Gil Leitão, presidente da Junta de Freguesia da Benquerença, que foi o primeiro a falar sobre o assunto.
Este autarca relatou dois casos que viveu: um diz respeito à fatura de cobrança de água que chegou já depois do prazo de pagamento ter passado e outro a um convite para uma inauguração que só chegou cerca de 14 dias depois da cerimónia ter decorrido, sendo que tinha sido enviado por correio bastante tempo antes.
“Está a haver um desfasamento enorme entre o tempo do envio e o tempo da entrega”, disse.
Vincando que “ainda nem toda a gente tem acesso aos meios digitais”, também sublinhou que a correspondência continua a ser “fundamental” para as pessoas, principalmente num concelho em que grande parte da população é idosa.
Por fim, apelou ainda ao presidente da Câmara de Penamacor para diligenciar junto dos CTT no sentido de que a situação seja resolvida, pedido que foi subscrito por João Luís Vaz (PS).
Os relatos dos atrasos chegaram também pela voz de António Pinto, presidente da União de Freguesias de Pedrógão de S. Pedro e Bemposta, que até já manifestou o seu “desagrado” ao responsável dos CTT naquela zona.
“Não podemos ficar privados de ter este serviço”, sublinhou, explicando que os habitantes lhe têm comunicado alguns casos.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Penamacor, António Luís Beites, confirmou que tem conhecimento que os atrasos estão a ocorrer em toda a região e destacou que a nível concelhio estes são “sistemáticos”.
“É incompreensível o serviço que hoje está ser prestado aos nossos munícipes”, afirmou.
Segundo revelou, muitas das reclamações têm chegado à autarquia, porque os atrasos também se estão a verificar na entrega das faturas da água que são enviadas pela Câmara.
“Chegamos a ter pessoas a queixar-se de que recebem as cartas depois da data-limite de pagamento, quando nós cumprimos na íntegra os dias de antecedência que estão estipulados em protocolo”, afirmou.
Perante o avolumar das situações, o autarca já aconselha todos os lesados a reclamarem junto dos CTT, porque, tal como defendeu, “independentemente de ser privado, o serviço tem de ser prestado com qualidade”.
Segundo acrescentou, a própria autarquia também já fez uma exposição por escrito aos CTT e aguarda resposta.
Se essa resposta não for satisfatória ou que os atrasos na entrega da correspondência não forem corrigidos, o autarca admite tomar “outras diligências ao mais alto nível”.
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