Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 11 de maio de 2022

INEM de Castelo Branco implora condições de trabalho

Por: Ivo Vladimiro

A Delegação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de Castelo Branco tem instalações provisórias há 17 anos. 

A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), localizada no Hospital Amato Lusitano numas instalações de 3 contentores que há partida deveriam ser provisórios mas passado 17 anos continuam, as mesmas instalações inadequadas dentro de contentores que registam grandes variações de temperatura nada saudáveis para a equipa de profissionais, e para o stock de medicamentos. 

As temperaturas, no Inverno, são muito frias e no verão muito quentes, a falta de cobertura isolante faz também com que a viatura VMER esteja esposa a altas temperaturas com as máquinas e medicamentos prontos a sair em Emergência.

A VMER de Castelo Branco foi inaugurada em 7 de Janeiro de 2005, e em reportagem com a equipa da VMER durante mais de 18 horas ouvi e pude observar o trabalho destes Profissionais (Heróis) que fazem de tudo para salvar vidas.

As principais dificuldades da VMER de Castelo Branco são as instalações, de 40 graus no verão do interior do país são 3 Contentores em o isolamento necessário para as variações de temperatura do interior do País nestes 3 contentores 1 é de dormitório, outro para a central de operações e outro destinado a armazém de medicamentos e equipamento para a VMER este último deveria sempre estar a uma temperatura de 20 Graus pois tem lá todos os  medicamentos, esta temperatura é assegurada por ar acondicionado a trabalhar sem parar 24 horas dia, este contentor ainda é o espaço para o arquivo morto de papéis este arquivo morto esta a tirar um espaço importante ao contentor que deveria ser só destinado a Equipamento médico , juntar a isso a VMER de Castelo Branco está muitas vezes inoperável devido a vários fatores, só existe uma viatura nas Instalações e sempre que esta avaria por algum motivo demora a sua reposição pois a viatura de substituição tem de vir da central em Coimbra para Castelo Branco, a juntar a isso a escala de Turnos nem sempre  assegura o serviço, um número insuficiente para responder às emergências ao longo de 24 horas. Há uma certa dificuldade em assegurar todos os turnos, porque cerca de 95% por cento dos médicos que estão a fazer a VMER são de carreira hospitalar.

A VMER de Castelo Branco abrange uma área muito grande, concelhos como Vila Velha de Rodão, Idanha-a-Nova, Sertã, Cernache do Bonjardim, Penamacor, Oleiros, Proença-a-Nova, podendo também intervir em caso de Operação das Viaturas da Covilhã, Guarda, Sabugal, Portalegre e Abrantes. Estamos a falar de distâncias enormes, ainda mais quando falamos em Paragens cardíacas ou acidentes graves. Em Reportagem acompanhamos a equipa numa destas saídas de urgência crítica uma paragem cardíaca numa localidade a 45 kms de Castelo Branco, na localidade do Orvalho, o tempo de resposta da VMER foi de 25 minutos aproximadamente e nem assim foi possível salvar uma vida pois o tempo durante uma paragem cardíaca é fundamental, as longas distâncias e o estado das estradas fazem com que este serviço falhe.

De recordar que a legislação prevê que todos os Serviço de Urgência Polivalente têm de ter uma VMER em gestão integrada “não podendo ser posta em causa a operacionalidade do meio VMER, nem haver atraso na sua ativação, sendo esta da exclusiva responsabilidade do CODU do INEM”. Os Conselhos de Administração dos hospitais e das Administrações Regionais de Saúde são também responsáveis pela mobilização de recursos humanos para garantir as escalas.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!