Por: Diário Digital Castelo Branco
Após dois anos de interregno a Nossa Senhora dos Avieiros devido à pandemia, no sábado passado, dia 3 de Junho, voltou a navegar pelas margens do Tejo, presidindo assim, o regresso da oitava edição do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo e II Cruzeiro Ibérico do Tejo.
Uma viagem, de nove etapas, com início em Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, e términus em Oeiras, sob a bênção da Nossa Senhora dos Avieiros e o espírito dos pescadores do Tejo, com paragens em 53 localidades ao longo de 15 dias, durante os fins-de-semana, com términus no dia 19 de junho, domingo.
No passado domingo, dia 4 de Julho, assinalou-se a 2º etapa com partida da Amieira do Tejo, concelho de Nisa, com destino à Praia do Alamal, seguida de Ortiga, Alvega, Mouriscas, Pego e Rossio ao Sul do Tejo, de onde seguiu em terra até à Igreja de Rio de Moinhos, onde irá permanecer até ao próximo dia 10 de junho, data em que se assinala a 3º etapa.
São várias as comunidades piscatórias que se estendem ao longo de todo o rio, algo comum a todas estas comunidades é o fervor religioso. Razão pela qual nasce a Nossa Senhora dos Avieiros do Tejo, através de uma parceria entre a Igreja Católica e o Instituto
Politécnico de Santarém que efetuou uma pesquisa extensa relativa aos avieiros.
A imagem da Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo foi consagrada na catedral de Santarém, pelo bispo de Santarém, sendo corada em Vila Velha de Ródão pelo Bispo de Portalegre.
Durante o percurso, a Nossa Senhora dos Avieiros é recebida em diversas localidades, as comunidades piscatórias, onde residem aqueles que representam a história e memória da cultura aviera e dos desígnios do Tejo.
Estes 53 "portos" são assinaladas por momentos de partilha, onde reina a música, a fé e pequenas cerimónias protagonizadas por uma moldura humana que em meados de maio se desloca ao porto para assistir à chegada da padroeira dos avieiros.
O VII Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo, é uma iniciativa da Confraria Ibérica do Tejo, pensada em 2016, que há mais de seis anos tem como objetivo, reforçar a identidade das comunidades, aproximando-as através da partilha cultural e religiosa.
É também sua pretensão transformar as comunidades ribeirinhas em elementos divulgadores das enormes potencialidades do rio na área do Turismo Sustentável e das Culturas a ele associadas. O Cruzeiro está também envolvido na candidatura da Cultura Avieira a Património Mundial.
A criação desta iniciativa resulta assim numa homenagem aos Avieiros, os pescadores do Tejo, que em tempos era sustento de famílias conhecidas como “ciganos do rio”, um espaço a fervilhar de atividade, a verdadeira autoestrada para o transporte de mercadorias e de pessoas.
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