Por: Diário Digital Castelo Branco
A Câmara Municipal da Covilhã entregou, a cerca de 30 apicultores do concelho, o primeiro conjunto de armadilhas para a vespa asiática, espécie predadora que tem sido cada vez mais identificada na região.
A distribuição destas armadilhas está disponível para os 96 apicultores que o concelho tem registados e visa apoiar a captura de exemplares desta espécie que representa um risco para as abelhas melíferas e se tem traduzido em perdas significativas na produção de mel. Ao mesmo tempo, também se pretende reforçar o combate a esta espécie invasora e tentar limitar o crescimento dos ninhos, dado que a vespa asiática também pode presentar riscos para a saúde das pessoas, caso sejam picadas.
A sessão de entrega foi presidida pelo Vice-Presidente da Câmara da Covilhã, José Armando Serra dos Reis, que salientou o empenho da Autarquia em “reduzir ao mínimo” o número de ninhos.
A tarefa é desenvolvida através de uma equipa do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), tendo iniciado essa atividade em 2019.
Desde então, tem-se registado um aumento no número de ninhos identificados, sendo que, no concelho, este ano já foram identificados e destruídos 147 ninhos, número já que ultrapassa a totalidade de ninhos (87) identificados ao longo de todo o ano de 2022.
Em 2019 foram identificados nove ninhos, em 2020 foram 18 e em 2021 foram 52.A distribuição de armadilhas enquadra-se se numa candidatura da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela ao POSEUR. E os apicultores que estejam interessados em receber estes dispositivos devem contactar SMPC através do email: protecao.civil@cm-covilha.pt ou do telefone: 275 330 600 e telemóvel: 963 143 620.
Estes contactos também devem ser usados pela população em geral, caso se esteja em presença de algum ninho. O SMPC assegurará a validação dos ninhos e a sua eficaz destruição, com pessoal especializado e devidamente equipado para a realização da operação em segurança.
De recordar que as pessoas não devem tentar exterminar por meios próprios os ninhos porque correm o risco de ser picadas e, além disso, se o ninho não for devidamente exterminado vai originar a dispersão de um elevado número de vespas que darão origem a novos ninhos.
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