Por: Diário Digital Castelo Branco
O executivo socialista deu a conhecer, na última reunião camarária, à vereação da oposição (PSD e SEMPRE) a sua decisão de rescindir o contrato de arrendamento da Colónia de Férias de Média Altitude da Serra da Gardunha que tinha celebrado com a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) e de lhe entregar o edifício em vez de lhe o manter arrendado.
Trata-se de um edifício construído na década dos anos 50 do século passado, que estava cercado por vegetação e que ardeu no último incêndio que deflagrou na encosta da Serra da Gardunha (2017), em Louriçal do Campo.
O líder e vereador do SEMPRE - Movimento Independente, Luís Correia, anunciou, em conferência de imprensa que, ele e os restantes vereadores do Movimento, Ana Teresa Ferreira e Jorge Pio, votaram contra a decisão de se pôr fim ao contrato de arrendamento.
Luís Correia afirmou que “numa perspetiva responsável, o município albicastrense em tempo oportuno arrendou à CIMBB aquelas instalações e depois do incêndio, entretanto ocorrido, realizou-se um projeto de recuperação da mesma”.
“Estávamos a decidir os destinos daquela infraestrutura e agora o PS decidiu, com base numa "fraquíssima justificação jurídica”, de rescindir o contrato e devolver a infraestrutura à Comunidade Intermunicipal”, explicou o vereador.
Prescindir deste contrato de arrendamento “é mais uma demonstração de fraqueza por parte de quem gere a Câmara Municipal, deitando abaixo o que foi decidido ainda na época do último mandato de Joaquim Morão, pelo que infelizmente dá a ideia de que Castelo Branco está a ser governado por um Presidente de Câmara que não foi eleito pelos albicastrenses, o que é altamente prejudicial para todo o concelho” reiterou Luís Correia.
A Colónia de Férias de Média Altitude da Serra da Gardunha, que estava completamente cercada por vegetação e que se tornou presa fácil para a voracidade das chamas que desceram encosta abaixo.
Em 2018, no tradicional discurso de Ano Novo, em jeito de balanço do último ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, referia que “se o ano de 2017 tivesse terminado a 16 de Junho, poderíamos falar de uma experiência singular só de vitórias”. Pela precisão da data, é fácil perceber que Marcelo Rebelo de Sousa se referia aos incêndios que assolaram durante várias semanas o país, no qual se inclui o que devastou a Colónia de Férias de Média Altitude da Serra da Gardunha.
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