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Região 3 de março de 2024

Legislativas: Líder do Chega quer "lei Ventura" para confiscar bens e limitar recursos

Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente do Chega afirmou hoje que se vier a existir uma "lei Ventura" gostaria que permitisse o confisco de bens ligados a suspeitas de corrupção e para limitar o direito de recurso nos processos judiciais.

No seu discurso, o presidente do Chega voltou a associar o PS e o PSD, considerando que votar em qualquer um destes partidos "é a mesma coisa" e "é de rir".

André Ventura salientou que votar no Chega é "o único voto seguro que garantirá a limpeza que este país precisa em termos de corrupção".

"A nossa luta contra a corrupção será maior do que a ganância deles", garantiu, e fez uma "promessa de sangue": "Se eu for primeiro-ministro, não haverá Manuel Pinhos e Ricardos Salgados a rirem-se de nós".

André Ventura disse ter escolhido a presença em Castelo Branco para falar de corrupção uma vez que o antigo autarca deste município, Luís Correia, perdeu o mandato em 2020 após ter assinado, na qualidade de presidente da Câmara, dois contratos com uma empresa detida pelo seu pai.

O presidente do Chega afirmou também que o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, foi ministro e “não teve nenhum pudor que a sua família fizesse negócios com o Estado português”, acusando-o de “falta de vergonha”.

Falando num edifício junto ao Santuário de Nossa Senhora de Mércoles, na reta final do almoço/comício que contou com a presença do cabeça de lista por Castelo Branco, João Ribeiro, o presidente do Chega voltou a falar do antigo primeiro-ministro para ironizar que "ainda hoje, neste distrito de Castelo Branco, as pessoas procuram o cofre da mãe do Sócrates".

À chegada a esta iniciativa no âmbito da campanha as eleições de dia 10, o líder do Chega foi abordado pelos jornalistas para explicar as suspeitas que levantou no sábado à noite sobre uma tentativa de “desvirtuar o resultado” das legislativas, mas recusou falar, remetendo declarações para mais tarde.

À Lusa, a Comissão Nacional de Eleições disse não ter registo de qualquer queixa.

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