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Região 29 de janeiro de 2026

Câmara do Fundão investe mais de 1,8 milhões de euros a ampliar lar em Enxames

Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A Câmara do Fundão lançou um concurso público, num valor superior a 1,8 milhões de euros (ME), para alteração e ampliação de um edifício para Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) na aldeia de Enxames.

O concurso foi publicado em Diário da República, podendo os interessados apresentar as suas propostas até dia 26 de fevereiro, tendo a obra um prazo de execução de 365 dias, após adjudicação.

Da autoria do arquiteto Pedro Leitão, o projeto visa “garantir uma oferta de qualidade, melhorar a organização de todo o edifício, para melhor rentabilizar os recursos disponíveis, sejam eles humanos ou físico”.

Vai ser implementado num terreno que tem uma área total de 30 mil metros quadrados, desenvolvendo-se em patamares. Fica situado no lugar de Vale de Bacelo, na aldeia de Enxames, da União das Freguesias de Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo (concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco).

Segundo a documentação referente ao projeto, este “foi desenvolvido para responder aos objetivos da Câmara Municipal do Fundão, à qual foram cedidos os direitos do terreno pela Liga dos Amigos dos Enxames, proprietária do imóvel”.

O objetivo é “alterar e ampliar o edifício para ERPI, na modalidade de alojamento em tipologia habitacional, remetendo para a ideia de ‘bairro’, em conjunto com o alojamento em quartos”.

Prevê-se que esta ERPI possa acolher, em ocupação máxima, 24 utentes. A estes juntam-se 20 utentes em Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) e mais 20 em Centro de Dia.

A memória descritiva explica que o edifício central, ficará na entrada principal da propriedade, “numa cota superior às moradias, de modo que se possa controlar os utentes. Funciona ainda como ponto de chegada e distribuição”.

Já na zona de alojamento, pretende-se que “estimule as interações e vivências de comunidade”. Ou seja, a ideia é que os utentes sintam que vivem num bairro, ou numa aldeia e não se sintam apenas institucionalizados.

As moradias “organizam-se através de uma malha em patamares, com caminhos a separar cada bloco de duas ou três casas, que desembocam num pequeno largo central, espaço de convívio e acesso a cada unidade habitacional”.

A praça central pretende ainda ser “um lugar de reunião e de partilha de relações de vizinhança”, onde serão realizados “pequenos eventos, jogos tradicionais e atividade física”.

Este “bairro” será envolvido por uma faixa onde poderão existir “hortícolas de maior escala e zonas arbóreas, possibilitando a futura plantação de pomares e outras espécies autóctones”.

Na implementação do projeto será tida em conta a eficiência energética e sustentabilidade, recorrendo a coletores solares para aquecimento de águas sanitárias e painéis fotovoltaicos, mas usando também torneiras temporizadas nas instalações sanitárias, para minimizar o desperdício de água e será feita a recolha das águas pluviais (das coberturas e pavimentos não rodoviários) que serão armazenadas em cisternas para rega e abastecimento de tanques exteriores.

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