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Região 30 de janeiro de 2026

Mau Tempo: "Boomland" de Idanha-a-Nova afetada pela passagem da tempestade Kristin

Por: Diário Digital Castelo BrancoBranco/Lusa

Várias árvores caídas, incluindo azinheiras centenárias, um painel solar destruído e obras de arte danificadas é o balanço da passagem da tempestade Kristin pela ‘Boomland’, o terreno em Idanha-a-Nova onde desde 2002 acontece o Boom Festival.

De acordo com a organização do festival, num comunicado partilhado hoje à tarde nas redes sociais, “após um inverno de chuvas quase ininterruptas na Boomland, trazendo água tão necessária e abençoada”, a passagem da tempestade Kristin no distrito de Castelo Branco teve “um impacto real” na Herdade da Granja, nas margens da Barragem Marechal Carmona.

“Árvores perdidas, incluindo azinheiras centenárias, um painel solar completo destruído e obras de arte danificadas”, elenca a organização, referindo que “momentos como estes apenas reforçam o compromisso de continuar o programa ambiental e regenerativo do Boom Festival, com ainda mais dedicação”.

A organização do festival refere também que o “clima extremo” é uma realidade na ‘Boomland’, onde se enfrentam “desde ondas de calor e secas até escassez de água, ventos fortes, chuvas torrenciais repentinas e primaveras e verões com centenas de dias acima dos 30 ºC — às vezes rodeados por incêndios”.

“Esta é a nossa normalidade. Resiliência, humildade e aprender a trabalhar com a Mãe Natureza estão no centro de tudo o que fazemos”, recordam.

Na publicação, a organização deixa “uma palavra de solidariedade a todos em Portugal e Espanha que enfrentam situações difíceis neste momento”.

A próxima edição do Boom Festival, que se realiza de dois em dois anos, acontece de 18 a 25 de julho de 2027, e marca os 30 anos de “dança psicadélica cósmica”.

A 1.ª edição do festival aconteceu em 1997 na Herdade do Zambujal, em Palmela, no distrito de Setúbal. O festival mudou-se para Idanha-a-Nova em 2002.

A 15.ª edição do Boom Festival, em julho do ano passado, contou com a presença de 37.286 pessoas de 162 nacionalidades, 824 artistas, facilitadores e terapeutas e foram realizadas 55 palestras e 16 sessões de cinema.

Na Boomland estiveram disponíveis 538 casas de banho (compostagem), 401 ecopontos e duas estações de tratamento de água dos duches.

Segundo a organização, estas casas de banho constituem uma das medidas mais ecológicas do festival, vertente que foi sendo melhorada ao longo das edições e que permite uma grande poupança de água, por não terem autoclismo e o composto ser aproveitado.

Os materias recolhidos nos ecopontos “são reaproveitados pela empresa Valnor, até mesmo o produto final dos resíduos de compostáveis, como pratos e talheres, e o lixo indiferenciado, que vai servir para biomassa”.

O Boom Festival iniciou, em 2015, um projeto de reflorestação com plantação de mais de mil árvores e diversos tipos de arbustos ao longo deste tempo.

“Em 2023, foram plantados freixos, tílias, oliveira negrinha e choupos, entre outras espécies. Para enriquecer o prado de sequeiro, foram adicionados arbustos como alecrim, hortelã, mirtilo, tomilho e medronheiro”.

A associação IdanhaCulta é a entidade responsável pela Unidade de Gestão Florestal da Herdade da Granja, onde se encontra a ‘Boomland’.

Este ano, a ‘Boomland’ acolhe, entre 01 e 05 de julho, o Being Gathering, com um programa que engloba atividades para todas as gerações, desde a cura às práticas de bem-estar, sustentabilidade e ‘workshops’ de música.

O Being Gathering, uma espécie de ‘mini Boom’, aconteceu pela primeira vez em 2015.

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