Por: Diário Digital Castelo Branco
Mais de uma centena de pessoas manifestou-se este sábado. 31 de Janeiro, em Lisboa, onde demonstrou que “a Beira está viva” e é contra a construção de mega centrais fotovoltaicas, defendendo a produção descentralizada de energia solar.
Aliando-se ao protesto, o coordenador do BE, que acompanhou a manifestação durante parte do percurso, afirmou que “a megaprodução de energia fotovoltaica contraria tudo aquilo que são boas práticas mais do que estabelecidas” e a noção de “uma transição certa”.
José Manuel Pureza apontou também o dedo ao Estado, que considerou irresponsável por não incentivar “formas corretas de produção de energia por fontes alternativas”.
Recentemente, a comissão de avaliação coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) chumbou o projeto da central fotovoltaica da Beira após identificar impactos negativos significativos ao nível dos sistemas ecológicos e do uso de solo.
O projeto, numa área de 524,4 hectares ocupados por 425.600 módulos fotovoltaicos, abrange os concelhos Castelo Branco e Idanha-a-Nova e a empresa promotora já manifestou interesse em proceder à revisão, dispondo agora de seis meses para o fazer.
Já o projeto da Central Fotovoltaica Sophia, projetada para os concelhos de Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova, encontra-se ainda em fase avaliação ambiental, cujo prazo termina no dia 09 de fevereiro.
Esta central solar fotovoltaica abrange os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, num total de 390 hectares de área ocupada por módulos fotovoltaicos, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada.
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