Por: Diário Digital Castelo Branco
O concelho da Sertã tem ainda 2.085 clientes sem fornecimento de energia elétrica, revelou esta Câmara do distrito de Castelo Branco, na sequência da depressão Kristin.
“De acordo com a informação transmitida pela E-Redes à CMPC [Comissão Municipal de Proteção Civil], às 08:00 desta manhã registavam-se 2.085 clientes afetados no concelho da Sertã”, informou a autarquia.
Segundo a informação disponibilizada pela E-redes, de um total de 282 postos de transformação, 178 encontram-se já energizados.
O município da Sertã explicou ainda que à medida que vão sendo restabelecidas ligações à rede de média tensão, alguns geradores começam a ser deslocados para outras localidades do concelho, permitindo a redução progressiva dos casos de ausência de energia.
“Todos os meios nacionais da E-Redes estão no terreno, contando ainda com o apoio de equipas provenientes de Espanha, estando igualmente previsto o reforço com meios oriundos da Irlanda e de França”.
No que respeita à circulação rodoviária, a Estrada Nacional (EN) 2 mantém-se cortada ao trânsito no troço compreendido entre a Barragem do Cabril e Pedrógão Pequeno, para realização de trabalhos de limpeza e desobstrução da via.
A Câmara Municipal da Sertã está também a monitorizar o caudal da ribeira da Sertã, devido à precipitação intensa que se tem registado no concelho.
“O caudal da Ribeira da Sertã (Ribeira Grande) encontra-se sob monitorização, estando a ser avaliada a afluência de água proveniente de montante, bem como a previsão de intensificação da precipitação nas próximas horas e nos próximos dias”.
Dada a previsível subida rápida do caudal dos cursos de água, a autarquia alerta para o risco de cheias e de inundações.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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