Por: Diario Digital Castelo Branco
Desde o início do ano são já 26 as mulheres que morreram assassinadas pelos companheiros ou ex-companheiros. Estes números resultam do cruzamento de dados divulgados esta quarta-feira pelo Diário de Notícias e Correio da Manhã.
Desde o início do ano são já 26 as mulheres que morreram assassinadas pelos companheiros ou ex-companheiros. Estes números resultam do cruzamento de dados divulgados esta quarta-feira pelo Diário de Notícias e Correio da Manhã.
O DN assinala que a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta contabiliza 20 mulheres mortas no primeiro semestre, às quais o jornal acrescenta as quatro mulheres mortas nos últimos quatro dias.
Contudo, o CM, que discrimina 22 vítimas mortais de violência doméstica desde o início do ano, indica a morte uma mulher em Lisboa, a 15 de Julho, e outra na Marinha Grande, a 23 de Agosto, assassinadas pelo marido, no primeiro caso, e pelo ex-marido, no segundo.
Assim, são 26 as mulheres que morreram este ano às mãos dos actuais ou ex-companheiros.
O Correio da Manhã contabiliza nas vítimas mortais de violência doméstica 16 mulheres, uma criança e cinco homens. No entanto, o jornal não considera, por exemplo, os dois filhos da dentista de Castro Marim mortos após esta ter ateado fogo à casa, no qual também a mulher morreu.
O Observatório das Mulheres Assassinadas, que funciona na UMAR, registou 27 homicídios de mulheres em contexto de violência conjugal em todo o ano passado, pelo que os números deste ano deverão ser bastante mais negros.
A Polícia Judiciária (PJ), por seu turno, contabilizou 40 homicídios passionais e conjugais no ano passado.
Se às 26 mulheres assassinadas este ano juntarmos os quatro homens mortos por questões passionais, chegamos às três dezenas de homicídios passionais e conjugais em pouco mais de oito meses.
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