Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Tanto o PSD como o CDS conseguiram aumentar as intenções de voto entre o mês da discussão do Orçamento – Novembro – e o mês em que o centro da decisão passou para o Presidente da República. O PSD, que tinha atingido os 26,9% em Novembro, recupera para os 29%, segundo o barómetro i/Pitagórica.
Tanto o PSD como o CDS conseguiram aumentar as intenções de voto entre o mês da discussão do Orçamento – Novembro – e o mês em que o centro da decisão passou para o Presidente da República. O PSD, que tinha atingido os 26,9% em Novembro, recupera para os 29%, segundo o barómetro i/Pitagórica.
Quanto ao CDS, que tinha estado nos 8,3% em Outubro, subindo em Novembro para os 9,8%, consegue agora ultrapassar a simbólica fasquia dos dois dígitos, atingindo os 11,4%. A relação entre os dois partidos do governo teve o seu momento mais baixo em Outubro durante o Orçamento e isso pode ter prejudicado o CDS, que agora, com as divergências adormecidas, está a recuperar terreno.
Verifica-se que a maioria dos inquiridos pelo barómetro i/Pitagórica está contra as divergências dentro da coligação porque considera que isso cria «instabilidade». E é um facto que as coisas entre Passos e Portas acalmaram em Dezembro.
Os partidos mais críticos das políticas do governo também sobem nas intenções de voto. A CDU tem uma subida semelhante à do CDS, dos 9,8% para os 11,2% enquanto o Bloco de Esquerda recupera lentamente depois da saída de Francisco Louçã. Está nos 8,4%, melhor que os 7,5% obtidos no rescaldo do Congresso que elegeu João Semedo e Catarina Martins coordenadores do Bloco.
Tão surpreendente como a subida nas intenções de voto do PSD e do CDS é o facto do PS não aumentar as suas perspectivas eleitorais na sequência do voto contra ao Orçamento. O partido de António José Seguro desce no mês de Dezembro para valores equivalentes ao resultado obtido em Outubro. Está agora nos 34,6% – tinha 34,1% em Outubro – mas diminuiu face ao score de 36,2% que tinha conseguido em Novembro, em pleno pico do debate sobre o Orçamento do Estado.
Estes números são o resultado da distribuição de indecisos e tratamento da abstenção. Em voto directo, no barómetro i/Pitagórica o PS obteve 24,6% das preferências do universo da sondagem, o PSD 18,8%, a CDU 7,1%, o CDS 6,6% e o Bloco de Esquerda 6,2%. 32,1% dos inquiridos manifestou estar indeciso relativamente ao partido onde irá votar. No universo da sondagem, 93,7% manifestaram intenção de votar, enquanto apenas 6,3% afirmaram que não iriam votar.
O barómetro revelou também que o eleitor-tipo do PS é mulher, tem idade superior a 55 anos, pertence às classes sociais mais baixas – C2 e D – e vive em Lisboa. De facto, foram as mulheres, os inquiridos com idade superior a 55 anos, os residentes em Lisboa e os pertencentes às classes sociais C2 e D que manifestaram maioritariamente o seu empenho em ver o PS no poder.
Entre os inquiridos que anunciam ir votar PSD predominam os homens, os pertencentes às classes sociais mais altas e ao escalão etário entre os 35 e os 54 anos, e os residentes no Norte do país.
O CDS é mais jovem – são os inquiridos entre os 18 e os 34 anos e pertencentes às classes sociais mais altas que predominantemente afirmam a sua preferência pelo CDS. Há um maior peso da região Norte entre os inquiridos que afirmam votar CDS.
A maioria dos indecisos tem 55 anos ou mais, pertence à classe social mais baixa e mora no Algarve ou nas ilhas.
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