Por: Diario Digital Castelo Branco
No PS adensa-se a convicção de que António Costa vai mesmo avançar com uma candidatura a secretário-geral. E que se o fizer adia, para depois do congresso, a decisão de se recandidatar a Lisboa - um caminho que só retoma em caso de derrota no partido anuncia o Expresso.
No PS adensa-se a convicção de que António Costa vai mesmo avançar com uma candidatura a secretário-geral. E que se o fizer adia, para depois do congresso, a decisão de se recandidatar a Lisboa - um caminho que só retoma em caso de derrota no partido anuncia o Expreso.
António Costa continua sem dizer palavra sobre se é ou não candidato à liderança do PS no próximo congresso do partido. Mas entre os socialistas cresce a convicção de que o atual presidente da Câmara de Lisboa se prepara mesmo para avançar e poderá anunciá-lo já esta noite, na reunião da Comissão Política que António José Seguro convocou para "análise da situação política e preparação das eleições autárquicas", mas da qual deve já resultar uma data para a marcação das diretas para a eleição do secretário-geral e do Congresso.
Fontes ouvidas pelo Expresso garantem que, neste fase, será já muito difícil que António Costa não avance, "pressionadíssimo" que tem estado a ser pela ala socrática do partido e também pela constatação que, ou avança agora ou ficará com o estatuto de António Vitorino: o candidato que, de tantas vezes que podia ter sido, nunca o foi.
As mesmas fontes adiantam que António Costa teria preferido que a questão só se tivesse posto depois das autárquicas. É o que explicaria, de resto, que o presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, Marcos Perestrello, tivesse feito declarações à Lusa, ontem à tarde, pedindo distância entre o Congresso e as eleições: "A marcação da data do próximo congresso do PS não deve interferir nas eleições autárquicas e não deve criar dificuldades ao aparecimento de candidaturas alternativas", afirmou.
Se se confirmar o calendário de diretas em abril e Congresso pouco depois (maio, o mais tardar), Costa deverá adiar o anúncio da sua recandidatura à Câmara de Lisboa - inicialmente previsto para dia 5. O que deixa subentendido que o atual presidente da Câmara só deverá avançar para uma recandidatura caso perca a liderança do partido.
A reunião da Comissão Política do PS será precedida de uma reunião do Secretariado Nacional. Da Comissão Política (cuja composição resultou de um entendimento entre António José Seguro e Francisco Assis, após o Congresso de setembro de 2011) fazem parte o próprio António Costa e praticamente todos aqueles que (entre as suas hostes e as de José Sócrates) o apoiariam numa candidatura à liderança partidária.
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