Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, afirmou hoje que a remodelação governamental motivada pela demissão do secretário de Estado da Administração Local não foi um assunto falado no Conselho de Ministros.
O secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, afirmou hoje que a remodelação governamental motivada pela demissão do secretário de Estado da Administração Local não foi um assunto falado no Conselho de Ministros.
"Não, não foi objeto de qualquer conversa no Conselho de Ministros. Quaisquer mexidas no Governo são da responsabilidade do senhor primeiro-ministro e do senhor Presidente da República, não são assunto de Conselho de Ministros", afirmou Marques Guedes, em conferência de imprensa, no final da reunião semanal do Governo.
Questionado sobre quando é que os portugueses conheceram as alterações à composição do executivo PSD/CDS-PP, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros deu a mesma resposta: "Mexidas no Governo são um assunto da competência do senhor primeiro-ministro e do Presidente da República, será anunciado quando o Presidente da República e o primeiro-ministro assim o entenderem".
Na quarta-feira, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou "muito provável" que haja "algumas pequenas alterações ou ajustamentos nas equipas ministeriais que os senhores ministros entendam como oportuno", na sequência da demissão de Paulo Júlio do cargo de secretário de Estado da Administração Local.
"Ajustamentos nas equipas ministeriais são coisas normais e correntes, não têm dignidade de um primeiro plano político, é uma matéria que ficará encerrada muito rapidamente e sobre a qual informarei o senhor Presidente da República", adiantou Pedro Passos Coelho, à margem da cerimónia de tomada de posse da nova direção da Associação das Empresas de Vinho de Porto, em Vila Nova de Gaia,.
Paulo Júlio apresentou a demissão depois de ter sido notificado dia 21 de janeiro pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra de um despacho de acusação pela alegada prática, em 2008, enquanto presidente da Câmara de Penela, de um crime de "prevaricação de titular de cargo político".
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