Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os habitantes de Zebras, concelho do Fundão, decidiram na sexta feira à noite, por unanimidade e aclamação, pedir a demissão do diretor do Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira caso a extensão de saúde local encerre.
Num plenário de residentes, os populares aprovaram uma carta - que vão agora enviar às entidades que, a nível regional e nacional, tutelam a saúde - e ao Parlamento, exigindo a demissão de Manuel Geraldes e a manutenção das consultas médicas em Zebras.
Caso contrário, ameaçam, irão manifestar-se em Lisboa, frente ao ministério da Saúde e à Assembleia da República.
No documento, a que a Lusa teve acesso, esclarecem que a extensão de saúde da localidade “foi custeada na totalidade pelo povo das Zebras, que também a equipou de forma funcional e eficiente”, não entendendo o argumento “economicista”.
Os populares refutam que seja apenas o dinheiro a ditar este encerramento, quando “o diretor do ACES da Cova da Beira se dispõe a fazer um protocolo com a junta de freguesia, usando o erário público, para que os utentes, na sua maioria idosos, sejam transportados à extensão de saúde de Orca para aí serem consultados”.
Os presidentes do Fundão, da junta de freguesia de Orca e o diretor do ACES da Cova da Beira acordaram na semana passada que a extensão de saúde de Zebras seria a primeira das 25 daquele concelho a encerrar.
Com esse encerramento, os 80 residentes da localidade passariam a ter consultas médicas e tratamentos de enfermagem no posto médico da Orca, a quatro quilómetros de distância, sendo o transporte assegurado pelo autocarro da junta de Orca, com o apoio financeiro do ACES da Cova da Beira.
Com esta situação resolve-se também outro problema. “A extensão de saúde de Zebras nunca foi reconhecida pela tutela como tal, pelo que o médico que lá ia, até o fazia de forma ilegal, pois nem sequer tinha seguro para essa deslocação”, revela, reiterando que “esta é uma decisão técnica e não política e se os políticos não colaborarem connosco, este problema não terá solução”.
Um problema que, para o diretor executivo do ACES da Cova da Beira, é “nacional e está ainda no começo”, porque a situação “vai-se complicar mais”.
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