Por: Diário Digital Castelo Branco
A União de Sindicatos e a associação Inter-Reformados de Castelo Branco exigiram, hoje, que a Câmara da Covilhã devolva aos utentes do Cartão Social Municipal o valor que lhes cobrou a mais no passe de janeiro.
Em conferência de imprensa após uma reunião de emergência, na qual também participaram as associações de Reformados de Covilhã e Tortosendo, foi dada nota que já enviaram um pedido de reunião ao presidente da Câmara da Covilhã (distrito de Castelo Branco).
Caso o presidente do município, o socialista Hélio Fazendeiro, não responda ou não agende o encontro até ao dia 15 de janeiro, estas estruturas marcarão presença na próxima reunião pública do executivo.
Luís Garra, coordenador da Inter-Reformados de Castelo Branco, começa por explicar que “em dezembro de 2025, a Câmara aprovou que não haveria qualquer aumento no valor dos passes sociais. Logo, não há nenhuma razão logística que justifique não ter sido possível adquirir o passe social até dia 31 de dezembro”. Esta situação, reitera, “implicou custos extras para esses utentes se deslocarem até adquirirem o passe”.
Mas, mais grave que isso, sustenta, “ao contrário do que sucedeu em parte do ano 2025, em que foi aplicada o valor de uma redução no preço de 75%, apenas está a ser aplicada uma redução de 50%”.
Em suma, “os portadores do Cartão Social Municipal pagam apenas 25% do valor do passe. Assim, num passe normal de 38 euros, pagam apenas 9,90 euros”. Mas, “a quem já conseguiu adquirir o passe foi-lhe apresentada uma fatura de 19,80 euros”, o que para Luís Garra é “absolutamente inaceitável e inadmissível”.
Os participantes na reunião exigem, assim, a devolução aos utentes “do que foi cobrado abusivamente em janeiro de 2026”, equivalente a 10 euros.
Além deste ponto, na agenda da reunião com o autarca da Covilhã, querem que conste também a gratuidade dos transportes para todos os portadores do Cartão Social Municipal, além dos reformados, um tema que tem causado discussão entre a autarquia e estas estruturas.
“Não nos conformamos com os argumentos que a Câmara tem dado sobre a questão da gratuidade, porque, recordo, foi uma promessa feita pelo anterior presidente Vítor Pereira” e que o atual, à data chefe de gabinete do edil socialista, terá assumindo manter caso fosse eleito, sublinha Luís Garra.
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