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País 7 de julho de 2010

PT/Vivo: PS acusa Passos Coelho de se ajoelhar em Madrid perante interesses espanhóis

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O PS acusou hoje o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de ter feito declarações de elevada gravidade em Madrid, ajoelhando-se aos interesses de uma empresa espanhola, a Telefónica, contra o interesse nacional através da PT. O PS acusou hoje o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de ter feito declarações de elevada gravidade em Madrid, ajoelhando-se aos interesses de uma empresa espanhola, a Telefónica, contra o interesse nacional através da PT.

A posição dos socialistas foi transmitida à agência Lusa por Vitalino Canas, na sequência do encontro de Pedro Passos Coelho com o líder do Partido Popular espanhol, Mariano Rajoy, terça feira em Madrid.

Sobre o negócio entre a espanhola Telefónica e a brasileira Vivo, Pedro Passos Coelho advogou que, “quando o Estado quiser numa empresa portuguesa decidir o que é estratégico nessa empresa, detém a maioria do capital dessa empresa”.

“Se o Estado quiser mandar na PT, na Galp, ou na EDP, deve ter mais de 50 por cento do capital e aí decide como acionista. Se decidiu privatizar a PT, e foi um governo socialista que o fez, do nosso ponto de vista não deve ficar com ‘golden shares’”, acrescentou o líder social democrata.

Para o dirigente socialista Vitalino Canas, estas declarações do presidente do PSD contra a intervenção do Estado na tentativa de negócio dos espanhóis da Telefónica “assumem contornos de grande gravidade”.

“É grave que o presidente do PSD, em vez de ter procurado em Madrid coordenar respostas contra a crise, tenha antes procurado salvaguardar os interesses de uma empresa espanhola contra os interesses de Portugal”.

Vitalino Canas disse mesmo que Pedro Passos Coelho, em Madrid, “ajoelhou-se aos interesses de uma empresa espanhola contra o interesse nacional”.

Nas declarações à agência Lusa, o membro do Secretariado Nacional do PS acusou também o líder social democrata de assumir um fundamentalismo liberal e de mercado.

“Em nome de um fundamentalismo liberal, de mercado, Pedro Passos Coelho defendeu que, se estivesse no Governo, não usaria a ‘golden share’”.

“Ou seja, em nonem deste fundamentalismo liberal, o presidente do PSD preferiria sacrificar os interesses estratégicos da PT”, acusou Vitalino Canas.

Vitalino Canas considerou ainda que o presidente do PSD “procura confundir as pessoas, dando a entender que o Estado não é acionista da PT”.

“Ora, o Estado é acionista na PT e os seus direitos especiais foram aceites por todos os acionistas desta empresa”, contrapôs o deputado do PS.

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