Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O coordenador dos deputados do PSD/Porto, Agostinho Branquinho, acusou hoje o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, de indigitar para delegado regional do Norte um seu antigo assessor na Educação e “um boy sem competências específicas”.
A denúncia da indigitação de Manuel Joaquim Ramos para o cargo de delegado Regional do Norte do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) foi feita por Agostinho Branquinho à Lusa, que acusou Valter Lemos de ter escolhido um “professor em Castelo Branco”, que foi seu assessor quando este era secretário de Estado da Educação.
“A única coisa que ele tem no currículo é ser amigo do secretário de Estado”, acusou o coordenador dos deputados sociais democratas do Porto, que considera que esta indigitação – comunicada sexta feira após demissão “de surpresa e a meio do mandato” do até então delegado regional – é “escandalosa”, já que, considera, Manuel Joaquim Ramos não tem quaisquer “competências específicas” no seu currículo.
“Estamos a falar da região com maior nível de desemprego do país e de uma máquina do IEFP que desde o início do ano não paga às empresas a comparticipação no programa de estágios. É neste quadro, em que Valter Lemos nomeia um boy sem competências específicas nenhumas para lugar decisivo e importante como este é”, acusa Branquinho, em declarações à Lusa.
Segundo o também vice-presidente da distrital do PSD/Porto esta “é uma imagem de marca de uma governação socialista que está em fim de ciclo e que dá origem a exemplos de amiguismo e compadrio” político.
“Os deputados do PSD do Porto vão entregar na Comissão do Trabalho um requerimento a solicitar a presença da ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, na Assembleia da República para que esta possa dar esclarecimentos cabais sobre esta matéria”, adiantou.
Branquinho reforça a ideia de que “está é a prova de que este Governo está em fim de ciclo e que, em vez de políticas para resolver problemas, opta pela nomeação de boys”.
A Lusa tentou contactar a Secretaria de Estado do Emprego e da Formação Profissional, mas até agora não conseguiu obter qualquer esclarecimento.
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