Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Apesar de estar rodeada pelas barragens que abastecem o Regadio da Cova da Beira, a aldeia do Meimão deixou de ter água para os campos desde que as obras do regadio avançaram, queixou-se hoje a população.
Alguns residentes recordaram hoje o problema ao primeiro ministro, José Sócrates, com uma tarja que pedia ao governante que não deixe aquele pedaço de terras à sede.
José Sócrates, acompanhado pelo ministro da Agricultura, António Serrano, inaugurou na aldeia uma central mini-hídrica para produção de eletricidade, uma das últimas obras do projeto de Regadio da Cova da Beira.
“Havia linhas de água que enchiam os açudes com que regávamos as nossas hortas. Com a construção da Barragem do Sabugal, secou tudo”, lamenta Maria de Deus, habitante do Meimão e secretária da Junta de Freguesia.
“Para além disso, estamos à beira do regadio, mas a uma altitude à qual a água já não chega”, lamentou, queixando-se da situação que já há alguns anos está a deixar à seca os pequenos terrenos da aldeia.
“Todos tínhamos um pouco de batata, couve e outros produtos, sobretudo para consumo próprio”, sublinhou.
O ministro da Agricultura, António Serrano, garantiu que “o assunto está a ser tratado”, mas “tecnicamente não é fácil”.
“Provavelmente é irónico, mas a nossa preocupação fundamental tem sido completar todo o projeto tal como estava projetado.
“Há problemas locais que temos que resolver e trabalharemos para o conseguir”, concluiu.
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