Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente do conselho de administração do Montepio, António Tomás Correia, manifestou hoje a sua "total confiança" no avanço da OPA sobre o Finibanco, realçando a complementariedade entre as duas instituições.
Tomás Correia falava durante uma conferência de imprensa hoje promovida na sede do banco, em Lisboa, revelando que apenas houve contactos com o acionista maioritário (a família Costa Leita), que detém cerca de 63 por cento do Finibanco.
Apesar de o sucesso da OPA estar dependente da aceitação de pelo menos 65 por cento dos acionistas, o responsável reforçou a convicção de que "a aquisição vai ser consumada".
O Montepio confirmou oficialmente na sexta feira o lançamento de oferta pública de aquisição (OPA) sobre o Finibanco, oferecendo 1,95 euros por ação, num total de 341,25 milhões, condicionando a oferta à compra de pelo menos 75 por cento do capital.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Montepio anuncia o lançamento da OPA à instituição liderada por Humberto Costa Leite, realçando que “a oferta ficará subordinada à aquisição pela oferente [Montepio] de um número de ações que representem pelo menos 75 por cento dos direitos de voto da sociedade visada [Finibanco]”.
Com a oferta de 1,95 euros por ação, o Montepio oferece aos acionistas um prémio superior a 30 por cento face ao valor a que foram suspensas no mercado, na quinta feira, num total de 341,25 milhões de euros.
No documento enviado ao regulador, o Montepio realça que a compra do Finibanco permitirá, “no quadro do plano estratégico aprovado pelos órgãos sociais competentes, consolidar as atividades e as operações das subsidiárias nas respetivas actividades, operações e redes do Montepio”.
“Reforço da marca Montepio” é apontado como uma das mais-valias do negócio, que a Lusa havia noticiado na quinta feira.
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