Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A água é o tema central da edição deste ano, que tal como as anteriores dá grande destaque ao ambiente e à cultura.
O Festival Boom arrancou em 2002 e realiza-se de dois em dois anos, com uma forte presença de estrangeiros.
“O Boom é um festival de cultura independente e expressão artística que é reconhecido mundialmente pelos seus projetos de sustentabilidade ambiental”, diz Artur Mendes, da organização.
“É também, provavelmente, o festival em Portugal com o maior número de público estrangeiro”, acrescenta aquele responsável, que fixa em cerca de 70 por cento a percentagem destas presenças.
A organização decidiu limitar o número de entradas, depois de, em 2008, o concelho do distrito de Castelo Branco, com menos de 10 mil habitantes, ter recebido 30 mil forasteiros.
As estruturas do festival foram pensadas e construídas de raiz no recinto, num trabalho que começou em maio e envolveu cerca de mil pessoas de várias nacionalidades.
Música, teatro e conferências continuam a marcar presença no programa, mas a aposta vai este ano para a arte pública e as bioconstruções.
“Temos eventualmente a maior mostra de bioconstrução alguma vez feita num festival na Europa”, destaca Artur Mendes.
Alguns espaços foram construídos em bambu e cana, mas a organização aproveitou ainda para reciclar materiais utilizados noutros festivais, como o Rock in Rio Lisboa.
Os geradores utilizados no Boom funcionam com óleo vegetal usado, recolhido nas freguesias do concelho de Idanha-a-Nova e as casas de banho utilizam um sistema de compostagem que dispensa o uso de água.
Os bilhetes para o Boom são vendidos através da internet e de uma rede de embaixadores espalhados pelo mundo.
O festival não tem uma estratégia de marketing agressiva, nem vive dos patrocínios de grandes marcas.
“Não há qualquer logótipo comercial dentro do recinto porque achamos que o entretenimento se deve fazer para as pessoas e não como estratégia de marketing”, afirma Artur Mendes.
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