Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Cerca de 50 mil pessoas entraram hoje, até ao final da tarde, no recinto do Festival Boom, na Herdade do Lombardo, em Idanha-a-Nova, que tem um plano operacional próprio.
Os participantes no evento enfrentaram uma fila com cerca de cinco quilómetros, mas sem grandes paragens, uma vez que, pela primeira vez um festival de ar livre, com grande concentração de pessoas, tem um plano operacional próprio.
O documento foi elaborado pelo Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco (CDOS), da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), e dita as regras de segurança do Festival Boom, podendo ser replicado noutros eventos semelhantes, como sejam Vilar de Mouros ou Paredes de Coura.
O Plano Operacional Distrital Boom 2010, como foi apelidado, engloba e está feito em articulação com todas as entidades de proteção civil. Vigora entre 01 e 30 de agosto e é dirigido, politicamente, pela governadora civil do distrito de Castelo Branco, Maria Alzira Serrasqueiro.
Rui Esteves, comandante operacional distrital do CDOS de Castelo Branco, afirma que com este plano “cada entidade sabe o que deve fazer e quando”.
O plano começou a ser preparado há um ano, em reuniões que decorreram no governo civil e juntaram à mesma mesa a ANPC, a autarquia de Idanha-a-Nova, o Serviço Municipal de Protecção Civil, a PSP, a GNR, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), o Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), o Centro de Saúde de Idanha-a-Nova, a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, a Direcção Geral de Saúde, a Autoridade de Saúde Pública, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), os bombeiros e a Direcção Geral de Veterinária.
O objetivo “é responder com eficácia a qualquer ocorrência, no domínio da proteção e do socorro, nomeadamente de emergência pré-hospitalar, acidentes, incêndios, assistência sanitária, controlo epidemiológico, redução do consumo de drogas lícitas e ilícitas, socorro a náufragos, resgate a salvamento subaquático”.
A dificuldade de evacuação em caso de acidente também foi prevista e, para isso, foram criados corredores de segurança para circulação de pessoas e meios, em caso de urgência. No local foram instalados postos de socorro e colocadas ambulâncias com acesso facilitado aos corredores de segurança.
Apesar do número de participantes, tudo se está a processar com normalidade, uma vez que o trânsito circula de forma “giratória”, por estradas municipais que foram condicionadas pelas autoridades no sentido de facilitar os acessos, havendo entradas e saídas diferenciadas.
O capitão Santos Alves, comandante do Destacamento da GNR de Castelo Branco e de Idanha-a-Nova, por acumulação, explica que se estão a “gerir bem as entradas, que é sempre a parte mais complicada” e que “ao fim de dez horas quase todos os participantes no evento estão dentro do recinto”.
“Evitámos ao máximo criar constrangimentos na estrada nacional, permitindo a passagem apenas a 50 veículos de cada vez, o que também ajudou a que o tráfego fluísse”, acrescentou.
Recorde-se que o Boom é um festival intercultural, dispondo de uma vasta rede mundial de embaixadores e, como tal, atrai público de todos os continentes, o que origina um contacto entre pessoas de diversas matrizes culturais. Este ano o tema é a água.
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