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Região 2 de setembro de 2010

Savalliana começa digressão nacional em Castelo Branco

Por: Cristina Valente

A Companhia Nacional de Bailado começa em Castelo Branco a digressão nacional da reposição da peça “Savalliana”.

 

A Companhia Nacional de Bailado começa em Castelo Branco a digressão nacional da reposição da peça “Savalliana”.

A apresentação, no cine-teatro avenida, vai ter lugar dia 23 de Setembro, dia em que se comemora o 10º aniversário da reabertura do Cine-teatro após as obras de recuperação a que foi sujeito depois de ter estado fechado cerca de 14 anos em consequência do fatídico incêndio, que o deixou seriamente danificado, em Agosto de 1986.

Este espectáculo “ Savalliana” (que toma o nome de Jordi Savall, maestro e instrumentista catalão responsável pelo levantamento de grande parte do espólio musical ibérico antigo) é uma coreografia de Rui Lopes Graça em colaboração com o musicólogo Rui Vieira Nery, que reuniu uma selecção de música ibérica dos séculos XVI e XVII, tem produção e interpretação da CNB, cenografia de João Mendes Ribeiro, figurinos de Vera Castro e desenho de luz de Daniel Worm d'Assunção.

A peça estreou há 10 anos, das ideias iniciais, que incluíam um conjunto de discursos típicos do século XX, entre os quais o da publicidade, o coreógrafo guardou vagas ressonâncias e procurou trabalhar o ser humano como motor individual do imaginário colectivo. Este é o ponto de partida de Savalliana, que é desenvolvido numa visão pragmática mas alegre da vida, tendo por mote a comunhão com os outros mas também a solidão como experiências de vida do indivíduo, numa busca incessante de equilíbrio.

Este bailado, estruturado a partir da ideia de dinâmica entre o indivíduo e o colectivo, entre a tentativa de afirmar a individualidade sempre em relação com o outro, tem figurinos de Vera Castro e utiliza uma cenografia de João Mendes Ribeiro que sublinha «a fragmentação do sentido de comunidade».

A maior parte das sequências coreográficas foram criadas individualmente e trabalhadas para poderem ser ligadas, transformadas em duetos ou cenas de grupo. O método de trabalho foi uma descoberta decorrente da dificuldade em ensaiar com os bailarinos, e por outro lado, um critério que tem tudo a ver com o conteúdo da peça: afirma-se a individualidade no conjunto.

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