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País 28 de setembro de 2010

OE/2011: Há "ruído desnecessário" e "desadequado" sobre "questões políticas" - Ramalho Eanes

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes considerou hoje existir “ruído desnecessário” e “desadequado” em torno das principais “questões políticas”, num momento da vida nacional que deveria ser de “prudência” e “responsabilidade social”. O antigo Presidente da República Ramalho Eanes considerou hoje existir “ruído desnecessário” e “desadequado” em torno das principais “questões políticas”, num momento da vida nacional que deveria ser de “prudência” e “responsabilidade social”.

Em declarações à agência Lusa à margem de uma conferência sobre as relações “Portugal/EU/Estados Unidos”, o antigo chefe de Estado escusou-se a comentar especificamente a tensão entre Governo e oposição em torno da aprovação do Orçamento do Estado ou a intervenção do atual chefe de Estado.

Mas acrescentou: “Há tanto ruído desnecessário e desadequado, em meu entender, à volta das questões políticas, que seria pouco razoável que eu aumentasse esse ruído com observações minhas, que não iam obviamente ter qualquer interferência positiva na questão”.

“Neste momento não iria aumentar com uma observação qualquer da minha parte o ruído exagerado que já se nota na vida política portuguesa. Exagerado, em meu entender inadequadamente”, acrescentou.

Para o antigo chefe de Estado, as “situações difíceis” devem ser resolvidas com recurso ao diálogo.

“Em termos gerais, sem pensar na situação atual, entendo que todas as situações difíceis devem ser resolvidas dialogicamente, com uma grande prudência e com uma grande preocupação em realizar aquilo que é a responsabilidade social de todos, nomeadamente dos políticos, que é o bem comum”, frisou.

O Presidente da República deu hoje início a um conjunto de audiências com os partidos com assento parlamentar sobre a situação económica, política e social, a duas semanas da entrega do Orçamento do Estado, cuja viabilização dependerá de entendimentos do Governo com a oposição.

O anúncio de que Cavaco Silva tinha chamado a Belém os partidos com representação parlamentar para falar sobre a “situação económica, política e social do país” foi feito no final da semana passada, numa altura em que se elevava o tom da troca de palavras entre o Governo e o PSD acerca do Orçamento de Estado para 2011.

Na semana passada, José Sócrates avisou que o Governo não poderá continuar em funções se o Orçamento para 2011 for rejeitado.

O primeiro ministro acrescentou que poderá ser mais justo, eventualmente, aumentar impostos do que colocar em causa a saúde e educação públicas e recusou que a redução do défice possa ser conseguida apenas com o corte na despesa.

Na mais recente declaração pública sobre o tema, em Ponta Delgada, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, disse que o seu partido não quer regatear o Orçamento do Estado para 2011 e que cabe ao Governo "encontrar uma alternativa se entende que as condições do PSD não são justas".

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