Por: Clementina Leite
O sexto convívio dos carteiros aposentados do concelho de Castelo Branco decorreu este sábado, no restaurante Jardim do Paço na cidade albicastrense.
O sexto convívio dos carteiros aposentados do concelho de Castelo Branco decorreu este sábado, no restaurante Jardim do Paço na cidade albicastrense.
Joaquim Caetano, membro da organização do evento, manifestou a sua enorme satisfação pela presença de cerca de meia centena de participantes.
“Este género de convívios é bastante relevante, para recordar os tempos em que trabalhávamos em prol da comunidade. Levar as boas e más notícias era uma das nossas obrigações, que diariamente efectuávamos”, recorda o conhecido ex-carteiro. “Na altura em que éramos carteiros, os tempos eram completamente diferentes dos actuais, pois era muito violento carregar todos os dias, com o saco às costas, indiferentes às adversidades climatéricas, dia e noite, para que as pessoas pudessem receber o seu correio a tempo e horas”, esclarece.
Joaquim Caetano, jamais esquecerá a “dureza do trabalho” feito sem qualquer meio de transporte, ao contrário daquilo que presentemente acontece. “Andávamos apeados, à chuva e ao vento, a trabalhar numa cidade completamente diferente da actual. Hoje em dia, perante uma comunidade desenvolvida e com outra mentalidade, os carteiros trabalham em condições completamente diferentes. Reconheço que apesar de a sua missão não ser fácil, nada se compara a tempo dos antigos carteiros, dado que presentemente, existem melhores condições de trabalho que permitem exercerem com mais eficiência as suas funções”, explica.
Também uma nota curiosa revelada pelo antigo carteiro é o facto de naquele tempo, a cidade de Castelo Branco ter em determinadas zonas, ruas sem nome e a inexistência de números nas respectivas portas. “Meu Deus! Aquilo que passamos nem ao diabo lembra, porque esses dados eram fornecidos aos chefes de serviços, pela Câmara Municipal”, recorda o carteiro Caetano com o seu bom sentido de humor, aliás apanágio da sua forma de estar na vida. “Sou um homem que sempre lutei toda a minha vida, acompanhado de sentido de humor, para que a existência neste mundo, seja menos penosa”, conclui.
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