Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ex-primeiro ministro e presidente do grupo Impresa, Pinto Balsemão, confessou na Covilhã estar chocado com o “fosso” que ainda separa o interior do litoral do país.
“O que mais me choca é verificar que continua, em muitos casos intransponível, o fosso entre o que, nos anos 70, encontrei na Beira e o que acontece em Lisboa e na faixa costeira do nosso país”, destacou.
Pinto Balsemão discursava durante a sessão solene de abertura do ano letivo da Univesidade da Beira Interior em que foi distinguido com o doutoramento Honoris Causa.
Uma viagem à Covilhã que classificou como “um regresso às origens familiares, que, do lado paterno, são totalmente beirãs, da região da Guarda”.
Segundo Pinto Balsemão, “apesar das autoestradas e da Internet, permanece a sensação de um país a duas velocidades, quando falamos, por exemplo, de investimentos públicos ou privados”.
Mas para além da assimetria dos investimentos, o presidente do grupo Impresa assumiu também que para a comunicação social há “uma informação de 1ª e uma informação de 2ª, consoante o mesmo tipo de acontecimento ocorre mais perto ou mais longe do mar e, mais concretamente, de Lisboa”.
Uma situação em que assumiu a sua parte de culpa: “mea culpa, porque não posso excluir-me”, referiu.
Neste quadro, apontou o protocolo assinado há 12 anos entre a UBI e a SIC, que criou uma delegação do canal de televisão nas instalações da universidade, como um passo “para atenuar a diferenciação”.
Pinto Balsemão foi apadrinhado por António Fidalgo, docente da Faculdade de Artes e Letras da UBI, doutorado em Filosofia e professor catedrático de Ciências da Comunicação.
António Fidalgo enalteceu o papel do homenageado na implantação da liberdade de imprensa e democracia, sobretudo com a criação do semanário Expresso.
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