Por: Cristina Valente
Rui Barata é o novo maestro do Orfeão de Castelo Branco. A trabalhar com o coro desde Setembro, o novo maestro só agora foi apresentado à comunicação social. O orfeão está com esta mudança de maestro numa fase de remodelação e adaptação.
Rui Barata é o novo maestro do Orfeão de Castelo Branco. A trabalhar com o coro desde Setembro, o novo maestro só agora foi apresentado à comunicação social.
O orfeão está com esta mudança de maestro numa fase de remodelação e adaptação. O novo maestro quer apostar na qualidade “é a única forma de garantir a continuidade do orfeão ao longo dos tempos e de continuarmos a ser chamados para divulgar o nome de Castelo Branco” afirma.
O maestro quer incentivar os orfeonistas a fazerem formação individual para conseguir assim alcançar mais qualidade no coro “com esse contributo de cada um, o orfeão irá certamente beneficiar, os ensaios irão ser mais produtivos o que se reflectirá no resultado final”.
A formação, é de resto uma aposta da direcção e do maestro Rui Barata, para concretizar essa aposta será criada uma escola “que aceitará pessoas internas e externas ao Orfeão, e deverá começar a funcionar já no mês de Novembro” inicialmente a formação será de canto/técnica vocal e formação musical, embora não seja colocada de parte a abertura a outros instrumentos.
Actualmente o orfeão tem cerca de 40 elementos, com uma idade média a rondar os 50 anos, para o maestro o número é suficiente embora alerte para o facto de “ser urgente renovar o orfeão a fim de garantir continuidade do mesmo a longo prazo” por isso Rui Barata lança o repto a admissões de pessoas com verdadeiros conhecimentos corais e musicais, em especial a tenores “que é o naipe mais desequilibrado”.
Com estas admissões Rui Barata faz a ressalva de que não vai fazer selecção dos elementos que já constituem o orfeão “quem está não será convidado a sair, mas quem entrar de novo terá que ter conhecimentos musicais, pois só assim se consegue qualidade” afirma. Quem não tiver conhecimentos pode ingressar na escola do Orfeão, e mais tarde no coro. Com a criação da escola fica também em aberto a criação de um coro infantil/juvenil que poderá dar apoio ao coro adulto.
Uma maior formação dos orfeonistas terá como consequência uma mudança de repertório “a maior parte dos coros interpreta sempre os temas mais fáceis, é preciso apostar na qualidade para podermos interpretar temas mais complicados” essa mudança vai ser feita com calma para não colocar em causa alguns espectáculos que já estavam agendados.
“Neste momento estou a escolher alguns dos temas do repertório actual, porque nem tudo é mau, depois pouco a pouco vamos começar a interpretar novos temas”. Para Rui Barata é preciso apostar também na originalidade “não podemos andar todos a fazer mais do mesmo, temos que ser originais e por isso pretendo realizar espectáculos de diferentes géneros musicais, e realizar parcerias com grupos de diferentes formações”.
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