Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Na cerimónia de inauguração da UCC, a autarca e provedora da Misericórdia local explicou que o equipamento “faz justiça às regiões do interior e representa a maneira concreta de ter um país mais equilibrado”, correspondendo a um investimento global de 4 milhões de euros.
Fruto de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Vila de Rei e a autarquia, que ofereceu o terreno e o projeto para a construção, esta UCC tem 64 camas de apoio social e “permitiu a criação de 51 novos postos de trabalho, muitos deles qualificados”.
Presente na cerimónia, o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, disse que as UCC são a “prova” de que o Serviço Nacional de Saúde é uma “realidade viva que se adapta aos novos tempos.”
Segundo o responsável, estes equipamentos são a resposta adequada ao “envelhecimento populacional e uma maior prevalência de doenças graves” em Portugal que “alterou o perfil e paradigma na prestação de serviços”.
Óscar Gaspar defendeu a existência da prestação destes cuidados fora de unidades hospitalares como sendo “o mais adequado”, tendo observado que os hospitais prestam hoje um serviço “mais de ambulatório e menos de internamento”.
A UCC hoje inaugurada vai também apoiar os utentes dos hospitais de Castelo Branco e do Centro Hospitalar do Médio Tejo - Abrantes, Tomar e Torres Novas - assegurando a prestação de cuidados integrados de saúde e apoio social a pessoas que se encontram em situação de dependência e necessitam de cuidados especiais.
“Fazia todo o sentido esta aposta na criação de uma UCC que funcione em articulação com os centros de saúde e com os hospitais da região”, referiu ainda a presidente da Câmara, acrescentando tratar-se de “uma valência que fazia muita falta” a um concelho em que existem seis lares para cerca de 3500 habitantes e onde há muita população idosa que precisa de cuidados continuados.
A construção da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Rei contou, para além do apoio da autarquia, com o apoio técnico e financeiro do Ministério da Saúde, através do Programa Modelar 1, com um financiamento de 750 mil euros.
A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados foi criada em 2006 pelos ministérios da Saúde e do Trabalho e da Solidariedade Social, com o objetivo de permitir aos utentes recuperarem a autonomia para as actividades da vida diária e reduzirem o seu grau de dependência.
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