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Região 27 de dezembro de 2010

Ambiente: Valnor vai investir 14 milhões no Interior do País

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Seis concelhos da Beira Baixa integraram hoje formalmente a empresa de gestão de resíduos Valnor, estando previsto um pacote de investimentos na região de 14 milhões de euros nos próximos dois anos. Seis concelhos da Beira Baixa integraram hoje formalmente a empresa de gestão de resíduos Valnor, estando previsto um pacote de investimentos na região de 14 milhões de euros nos próximos dois anos.

O anúncio foi feito esta segunda-feira, no Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos de Castelo Branco da Valnor, onde foi assinado o novo contrato de concessão da empresa que alarga a sua área de influência a Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila Velha de Ródão, que compõem a Associação de Municípios da Raia Pinhal.

No âmbito dos protocolos assinados, os equipamentos e infraestruturas usadas nestes municípios passam para a gestão da Valnor, que vai avançar com a concretização de um plano de investimentos e expansão do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos de Castelo Branco, que inclui a requalificação das estações de transferência de Idanha-a-Nova (40 mil euros) e Proença-a-Nova (50 mil euros).

Estes dois municípios vão receber também um investimento de 150 mil euros cada para construção de estações de triagem de Resíduos de Construção de Demolição (RCD).

Para a zona serão adquiridos 500 ecopontos (500 mil euros), cem oleões (50 mil euros), viaturas de recolha seletiva (640 mil euros), uma viatura de transporte (250 mil euros) e três viaturas de transferência (350 mil euros).

Na cerimónia, esteve a ministra do Ambiente e Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, recordou também que o país tem sido apontado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) como “um caso de sucesso na gestão e tratamento de resíduos sólidos urbanos”.

O “investimento em infraestruturas permite que continuemos a melhorar a gestão dos resíduos urbanos, numa região onde já se faz um tratamento aceitável”, explica Dulce Pássaro, acrescentando que esta decisão dos municípios representa “um bom serviço em prol do interesse público e da qualificação do interior”.

Segundo a ministra, “ganha quem já fazia parte do sistema, mas ganha também quem entra, pois com a otimização das estruturas existentes e dos equipamentos a criar, torna-se possível baixar o custo por unidade e, consequentemente baixar os custos suportados pelos cidadãos”.

Isto porque, “o Estado conseguiu organizar uma cadeia de fluxos específicos, não só em termos de resíduos urbanos, mas também industriais e comerciais, conseguindo alocar a estas áreas importantes fundos comunitários”, explicou.

Dulce Pássaro recorda que na década de 90 o país tinha “um sistema pouco satisfatório, mas em 15 anos o país soube organizar o sistema, com gente qualificada e com modelos de resposta eficazes”.

Segundo a ministra, “não nos limitamos a enviar os resíduos para os aterros, mas temo-los valorizado, com mais reciclagem, o que também permite aumentar a qualidade de vida das pessoas”.

Apesar das medidas de austeridade anunciadas, Dulce Pássaro reitera que “há dinheiro para o que é imprescindível, que é ganhar escala e dimensão numa área onde tem sido feito um bom caminho”.

A Valnor é responsável pelo tratamento e valorização dos Resíduos Sólidos Urbanos dos 15 municípios do distrito de Portalegre, dos municípios de Abrantes, Mação e Sardoal do distrito de Santarém e agora dos municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão do distrito de Castelo Branco, tendo uma área de influência de 12 mil quilómetros quadrados, com cerca de 275 mil habitantes.

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