Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 30 de dezembro de 2010

Delphi: Fecho da fábrica da Guarda é realidade “muito difícil de digerir” – governador civil

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, admitiu hoje à Lusa que o encerramento da fábrica Delphi local na sexta-feira é uma condição “muito difícil de digerir” pelo facto de não existirem alternativas de emprego na região. O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, admitiu hoje à Lusa que o encerramento da fábrica Delphi local na sexta-feira é uma condição “muito difícil de digerir” pelo facto de não existirem alternativas de emprego na região.

“A questão da Delphi é muito difícil de digerir, porque numa terra como esta, desaparecerem num ano, ou num ano e meio, à volta de mil trabalhadores, é muito difícil”, declarou o governador, na véspera de a fábrica fechar definitivamente as portas.

A unidade de produção de cablagens para a indústria automóvel, que já teve cerca de 3000 trabalhadores, chegou ao fim com 321 operários.

Santinho Pacheco lamentou hoje que em março deste ano, a administração lhe garantira que a fábrica continuaria a laborar com três centenas de operários, mas quatro meses depois, tenha decidido o contrário.

“A decisão não foi tomada no país. Veio da casa mãe da Delphi nos EUA e não havia nada que pudesse alterar uma estratégia a nível mundial da própria Delphi”, reconhece, resignado.

Referiu que nessa altura disponibilizou “apoio governamental” para garantir a continuidade da empresa, que não surtiu efeito, porque estava decidido que “a fábrica iria mesmo encerrar”.

“Não vamos deixar cair os braços e vamos querer encontrar rapidamente soluções para o problema dos trabalhadores e das instalações”, disse o governador civil, admitindo que é preciso “fazer valer as mais valias da localização da Guarda e a existência de mão de obra especializada”.

Santinho Pacheco garante que por parte do ministério da Economia continua a haver “total abertura” para apoiar empresas que queiram instalar-se na região.

“Tragam-nos projetos que nós cá estaremos para os apoiar” – é a “palavra de ordem” que aquele responsável tem trazido de reuniões realizadas em Lisboa, acompanhado pelo presidente da Câmara, Joaquim Valente (PS).

No entanto, devido à atual crise económica, refere que não têm aparecido propostas de investimento para a região da Guarda.

A Lusa procurou hoje ouvir o presidente da Câmara sobre este assunto mas não foi possível por se encontrar de férias.

Quando a administração anunciou o fecho da unidade da Delphi, a autarquia emitiu um comunicado onde considerava que a decisão traria “consequências dramáticas” para muitas famílias da região.

Também prometia continuar “a enveredar todos os esforços para encontrar alternativas que permitam minorar os problemas dos desempregados, para atrair novos investimentos e criar novos postos de trabalho”.

“Se houvesse vontade política, a fábrica nunca tinha fechado. O Governo investiu dinheiro na empresa da Guarda só que, quando começaram os despedimentos, não fez nada para os evitar”, reconheceu hoje José Ambrósio, antigo representante dos trabalhadores.

A Delphi/Guarda encerra na sexta-feira as portas, lançando para o desemprego 321 trabalhadores, que se juntam a mais 601, dispensados entre 31 de dezembro de 2009 e finais de maio deste ano.

Em Ponte de Sor, a Delphi fechou no dia 31 de dezembro do ano passado, sendo considerada a maior unidade fabril do distrito de Portalegre, empregando 2,5 por cento da população daquele concelho alentejano.

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!