Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A fábrica multinacional de fabrico de cablagens para a indústria automóvel fecha hoje as portas, lançando para o desemprego 321 trabalhadores, que se juntam aos 601 operários dispensados entre 31 de dezembro de 2009 e finais de maio deste ano.
“A responsabilidade maior é da administração da empresa que teve esta decisão mas, creio que o Governo Português podia, e devia, ter feito mais alguma coisa”, disse hoje à Lusa Júlio Balreira, dirigente do SITE.
O sindicalista recordou que a estrutura sindical que dirige apelou “várias vezes” aos ministérios da Economia e do Trabalho, que olhassem “para a situação em concreto dos trabalhadores da Guarda e de toda a região”.
Disse que “sobre esta matéria muito pouco ou nada foi feito” e considerou que “há responsabilidades que devem ser assumidas, também, pelo poder político”.
Também lembrou que o sindicato apelou para a “necessidade de se fazer um plano de emergência para a região, que procurasse responder aos problemas que estavam colocados”.
Na altura os sindicalistas foram “acusados de dramatismo” dado que a proposta “não se justificava porque as alternativas iriam aparecer”, observou Júlio Balreira.
Com a confirmação do encerramento da fábrica Delphi da Guarda, o sindicalista admite que a região viverá “uma situação social preocupante” porque não tem “oportunidades de emprego” que absorvam a totalidade da mão de obra desempregada.
Os últimos 321 trabalhadores despedidos da fábrica Delphi da Guarda perdem hoje o vínculo com a empresa que cessa a atividade laboral na cidade mais alta do país.
Os desempregados deslocam-se, entre os dias 03 e 07 de janeiro, ao Centro de Emprego e Formação Profissional (CEFP) local para efetuarem a respetiva inscrição.
Segundo Armando Reis, diretor do CEFP, na primeira semana de janeiro, os serviços que “normalmente funcionam com dois técnicos de atendimento, passarão a ter oito”, para receberem as inscrições para emprego dos últimos desempregados da Delphi.
A fábrica, que foi a maior unidade empregadora do distrito da Guarda, já chegou a ter cerca de três mil operários.
No dia 16 de julho deste ano a administração anunciou o encerramento da unidade da Guarda, concentrando “todo o negócio de cablagens série em Portugal” na sua fábrica de Castelo Branco.
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