Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Na minha opinião, esta vinda ao terreno vai ajudar a esclarecer que a acusação não sabe rigorosamente nada do que se passou”, afirmou o advogado João Carlos Marcelo, considerando que a reconstituição do crime no local permitiu avaliar no terreno a tese das autoridades.
O seu cliente, de 58 anos, é acusado de ter morto a 14 de agosto de 2009 um outro homem num local ermo e de difícil acesso entre Castelo Branco e Malpica do Tejo.
Um mês depois, a Judiciária deteve o arguido que tinha na sua posse vários cartões de crédito e débito da vítima em contas bancárias onde foram feitos levantamentos, pagamentos e compras num valor total de cerca de 13.000 euros.
O arguido está acusado pelo Ministério Público dos crimes de homicídio qualificado, rapto qualificado, extorsão, ocultação de cadáver e burla informática na forma continuada.
Na primeira sessão do julgamento, a defesa pediu também para juntar aos autos o cartão do arguido da Direcção Geral dos Serviços Prisionais, cuja fotografia apresenta “algumas escoriações na face”, no momento da sua entrada no Estabelecimento Prisional de Viseu.
Para o advogado, “há claros indícios que o arguido foi agredido durante o tempo em que esteve detido pela Polícia Judiciária”, pedindo assim a “nulidade de toda a prova obtida mediante as declarações do arguido feitas sob tortura”.
Na fase de inquérito policial, o arguido terá indicado o local do cadáver e o relatório da autópsia do corpo indica dá conta que a vítima morreu de “asfixia por esganamento”.
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