Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Segundo disse à Lusa Carlos Brito, diretor da SPT, o canal de televisão portuguesa dos Estados Unidos, Carlos Castro deveria ser coprodutor com ele deste evento ao qual esteve ligado durante vários anos na década de 90.
“Carlos Castro era meu amigo há mais de 30 anos, conhecemo-nos em Lisboa no parque Mayer, e mantinha com a comunidade portuguesa de Newark uma relação muito chegada, pois vinha aqui sempre que se deslocava aos Estados Unidos para visitar os amigos”, disse Carlos Brito.
Segundo a mesma fonte, Carlos Castro foi o grande impulsionador do Concurso da Miss Luso-Americana em Newark, Nova Jérsia, gala que apresentou desde 1991 e durante seis anos seguidos.
“Tínhamos já combinado retomar as edições do Concurso este ano e estávamos a combinar o espetáculo que seria organizado pela SPT (Seabras Portuguese Television) e coproduzido por nós dois”, adiantou Carlos Brito.
Além de apresentar o concurso, Carlos Castro ensaiava também as concorrentes e foi o grande responsável pela participação de estilistas como Augustus ou João Rolo, por exemplo, segundo a mesma fonte.
”No espetáculo deste ano estava prevista a participação da artista Vanda Stuart”, disse. “É uma grande perda como amigo e como homem do espetáculo”, acrescentou.
Outra pessoa ligada à comunidade portuguesa de Nova Jérsia que lembra Carlos Castro com saudade é Maria João Ávila, durante anos responsável pela organização do Festival da Canção Luso-Americana, em Newark, integrado nas Comemorações do Dia de Portugal.
“Ainda estou em estado de choque com a notícia”, disse à Lusa.
“Conhecia o Carlos desde há muitos anos, ele foi júri do Festival da Canção e foi graças a ele que o evento teve projeção em Portugal junto da imprensa e do mundo da canção. Todos o estimavam muito e não entendem a razão desta morte”, adianta.
“O Carlos era uma pessoa muito frontal, muito amiga do seu amigo, mas que se ligava demais às pessoas”, diz Maria João tentando compreender o desfecho trágico da noite de sexta-feira.
Também a atriz portuguesa Noémia Costa, amiga de Carlos Castro, e que se encontra nos Estados Unidos desde há alguns dias, recebeu a notícia com muita tristeza.
“Estou perplexa, foi uma morte chocante que não consigo entender”, disse à Lusa por telefone a partir da casa de um amigo de Newark, Nova Jérsia.
“Eu era muito amiga do Carlos, nós costumávamos jantar todas as semanas no Porto, porque fazemos programas de televisão nesta cidade, e ele sempre me dizia não ter medo da morte, só não queria era sofrer”, diz emocionada a atriz.
Noémia Costa disse desconhecer se ele tinha ou não qualquer relação com o jovem que é o principal suspeito do seu assassínio, mas conta que o Carlos “andava muito feliz nos últimos tempos”.
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