Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A população recusa-se a votar, reclamando a abertura da casa mortuária. As obras estão quase prontas, mas o empreiteiro não entrega a chave enquanto não receber da junta de freguesia a parcela do pagamento em falta.
A única mesa de voto da aldeia foi mudada para a antiga escola e abriu às 10:30. Dentro do centro cultural ficou a urna, pelo que “foi necessário improvisar e selar uma caixa de cartão de um termoventilador”, disse à Agência Lusa fonte da assembleia de voto.
Mas a avaliar pelo cenário, os boletins depositados devem ser poucos ou nenhuns. “Ainda ninguém votou”, dizia a mesma fonte meia-hora depois da abertura da mesa.
Em redor da antiga escola, mais de 50 pessoas dão corpo ao protesto e apelam para que ninguém vote, acrescentou.
António Martins, presidente da junta, disse à Agência Lusa que o protesto era desnecessário porque “a Câmara do Fundão prometeu pagar em fevereiro a verba em falta para as obras da casa mortuária”, cerca de 18 mil euros.
Mas a informação não demoveu a população. “Queremos uma data para que nos seja entregue a chave”, defende Sandra Leitão, uma das vozes do protesto, dado que a casa mortuária “precisava apenas de acabamentos, já pode funcionar”.
Segundo a moradora, “há uns anos a população velava os mortos em casa, depois abriu a casa mortuária, mas como precisava de melhoramentos foi deitada abaixo e voltámos aos tempos antigos”.
A situação arrasta-se há dois anos e aldeia diz que já perdeu a paciência.
Ao chegar ao centro cultural, pouco depois das 07:00, os membros da mesa de voto encontraram as portas bloqueadas com duas tábuas, uma chave partida na fechadura e um cartaz onde se podia ler-se: "por tudo a que temos direito".
A GNR foi chamada ao local e ordenou que as eleições decorram na antiga escola primária, actual museu da aldeia.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet