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Região 22 de fevereiro de 2011

Castelo Branco: Na Cruz Vermelha jovens acompanham idosos e combatem a solidão

Por: Cristina Valente

Uma conversa, comentar um programa de televisão ou ter companhia para um chá, são pequenos pormenores que podem fazer toda a diferença para quem vive sozinho.

Muitos são os idosos que estão entregues a si mesmo, e as últimas noticias de idosos encontrados mortos em casa, parecem despertar a opinião pública para uma situação que existe de há muito.

Uma conversa, comentar um programa de televisão ou ter companhia para um chá, são pequenos pormenores que podem fazer toda a diferença para quem vive sozinho.

Muitos são os idosos que estão entregues a si mesmo, e as últimas noticias de idosos encontrados mortos em casa, parecem despertar a opinião pública para uma situação que existe de há muito.

Na Cruz Vermelha de Castelo Branco, duas jovens assistentes sociais acompanham alguns idosos em várias actividades, e contam que “são muitos os que vivem essa realidade da solidão” mas para Rita Sousa há uma outra questão que ainda não é muito discutida mas que é também uma realidade preocupante “a violência com os idosos é real, mas a opinião publica ainda só está a despertar para a solidão” lamenta a jovem.

Nas visitas de conforto pessoal as jovens dão um pouco de si e “recebemos muito em troca”.

Estas jovens visitam várias vezes por semana o Sr. Joaquim, que está na Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco. A visita das assistentes sociais da Cruz Vermelha é a mais regular “vamos visitar o Sr. Joaquim a pedido da sua neta, que vive em Lisboa e que por isso não o pode visitar semanalmente, mas que não quer que ele esteja sozinho, por isso nós vamos lá e fazemos-lhe companhia”.

Um passeio pela cidade, uma ida à Praça, para matar saudades, ou até um almoço fora no dia do aniversário, são alguns dos programas que as jovens já realizaram com o Sr. Joaquim “tentamos ser a sua família, e uma família é isso, leva o idoso a passear, comemora com ele o aniversário, ouve as suas histórias, mesmo que as tenha que ouvir várias vezes” diz com um sorriso Rita Sousa.

 Faltam Voluntários

 Este programa de apoio iniciou-se em Julho de 2010, com uma equipa multidisciplinar e tem-se revelado um sucesso, pelo apoio dados aos idosos e também pela “valorização pessoal que dá a todos os envolvidos”.

O grupo da Cruz Vermelha visita vários idosos “alguns vivem com os filhos, mas como estes trabalham acabam por estar todo o dia sozinhos, às vezes mais não fazemos que estar sentados a seu lado a ver e a comentar um programa de televisão, é o suficiente para ficarem contentes e sentirem que não estão sozinhos” explica Rita Sousa. Muito mais poderia ser feito “mas faltam-nos voluntários” diz a jovem assistente social.

“Temos tido muito apoio e incentivo da presidente da delegação da cruz vermelha, Dr.ª Idalina Costa, mas a verdade é que faltam voluntários, precisamos de mais gente para poder fazer crescer este projecto, porque idosos sozinhos e a precisar de apoio e companhia infelizmente há muitos” diz Rita Sousa.

 Empresas podem financiar instalação de Teleassistência a idosos

 A Teleassistência da Cruz Vermelha Portuguesa, é um serviço com vários anos, a responsável pela gerência do programa, Ana Margarida Soares, admite que este podia chegar a mais pessoas "A principal razão para os idosos não aderirem é a dificuldade que têm em assumir que estão sós e precisam de ajuda", diz.

O valor a pagar pode também ser impeditivo, a instalação do equipamento custa 70 euros e a mensalidade varia entre os 20 e os 26 euros.

“Já houve gente a mostrar-se interessada, mas de facto para quem está sozinho, muitas vezes com reformas muito pequenas, com contas de farmácia altas, 20 euros por mês pode fazer a diferença” por isso a Cruz Vermelha de Castelo Branco, gostava que algumas empresas da região comparticipassem a instalação do equipamento “há empresas que noutros pontos do país já estão a comparticipar a instalação e a mensalidade de alguns equipamentos, era bom que este exemplo fosse seguido em Castelo Branco, há quem precise e não possa mesmo suportar a despesa, e o equipamento pode fazer toda a diferença na vida de um idoso”.

 Como funciona o serviço

 Em cada casa é colocado um terminal fixo, para além de um pendente, que pode ser usado em forma de pulseira ou de colar, que funcionam em alta-voz. Ambos têm um botão vermelho que mal é pressionado faz soar o alerta no call center da CVP. Em caso de alarme, o operador acciona os meios mais adequados (pode chamar o 112, a polícia, um voluntário da CVP ou um vizinho).Mas muitas vezes tudo se resolve com conversa.

Quem estiver interessado neste serviço pode contactar a delegação da Cruz Vermelha Portuguesa de Castelo Branco, para obter todas as informações.

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