Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Com a nova estrutura, construída pela autarquia, os apicultores podem levar até à melaria as chamadas alças, para a extração do mel, tendo depois a hipótese de o vender à Meltagus - Associação dos Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional, que o comercializará, ou poderão levar o seu mel de volta com a devida certificação.
A gestão da nova melaria é da Meltagus, cujo presidente, Nelson Antunes, assegura ter sido já contactada por apicultores de outras regiões do país.
Com a entrada em funcionamento da nova unidade, a Meltagus pretende tornar Castelo Branco como “o grande centro da apicultura em Portugal”.
A região de Castelo Branco tem, segundo Nelson Antunes, “excelentes condições” para a produção de mel, havendo muitos apicultores espanhóis que colocam as suas colmeias em Portugal e extraem o mel em Espanha.
A melaria vai permitir que mais apicultores portugueses possam produzir mel certificado e o possam vender para comercialização.
Nelson Antunes frisou que a aposta da associação “vai para além da produção do mel”, passando pela realização “das mais exigentes análises” - que serão feitas em laboratórios da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, Centro Tecnológico Agro-Alimentar, serviços da Direcção Regional de Agricultura -, e por projetos de investigação.
Criada há seis anos, a Meltagus tem vindo a desenvolver várias ações de formação, e tem em curso um projeto de investigação de geo-referenciação em parceria com a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, a Apilegre e a Federação Nacional de Apicultores, que permitirá saber onde se encontram os atuais apiários e quais as melhores zonas para colocar novas estruturas.
A melaria tem capacidade para uma produção diária de 15 toneladas de mel, possui zonas de extração, de embalamento, laboratórios e um espaço didático para visitas de estudo, num investimento de 500 mil euros da Câmara Municipal local.
Para o presidente da autarquia, Joaquim Morão, com a construção da “melaria foi dado um forte contributo para a apicultura”.
“Nós estamos numa região com excelentes condições para a produção” de mel, disse o autarca, para quem “esta aposta vai contribuir para a criação de emprego e para que o clima e terrenos sejam aproveitados de uma forma rentável".
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