Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Falando durante uma visita à Covilhã onde serão fundidas as quatro freguesias urbanas da cidade, o governante considerou que o tema “é um debate distinto”.
A moção de estratégia que José Sócrates leva ao congresso do PS adia a regionalização (sem deixar de a defender) por considerar que não estão reunidas condições para a realização de um referendo nesta legislatura.
José Junqueiro concorda e acredita que a regionalização será “um corolário lógico de todo o processo” de reorganização administrativa que agora se começa a discutir e que “isso deverá acontecer noutra legislatura” com “um segundo referendo”.
O secretário de Estado disse começar hoje na Covilhã um debate que o Governo vai realizar a nível nacional, com o envolvimento de universidades, autarcas e populações.
Segundo José Junqueiro, “o debate começou agora e pensamos que poderá estar terminado por altura do verão”, sem prejuízo de outros eventos ligados “a outras dinâmicas que se manifestem no terreno”.
A objetivo é saber, “com os recursos materiais e os recursos humanos que temos e o território em que são aplicados, se esta será a melhor maneira de os aplicar e de organizar o território”, destacou, apontando a fusão de freguesias na Covilhã como um exemplo a seguir.
Para o governante, o nível de recetividade para o debate “é tão grande” que prevê “uma discussão intensa sobre muitos temas: o papel dos distritos, a relocalização de concelhos ou freguesias e o papel das assembleias distritais. Vamos discutir tudo”.
Sem antecipar cenários, José Junqueiro prometeu que não haverá medidas avulsas, por exemplo, sobre a redução de governadores civis, pois será algo que “só pode acontecer quando houver outra organização do território e quando tivermos mesmo regiões”.
Na Covilhã, o secretário da Estado manteve uma reunião de trabalho com o presidente da Câmara, Carlos Pinto, depois de ambos defenderem a discussão sobre a reorganização administrativa, em intervenções no salão nobre da cidade, perante presidentes de junta e outros autarcas do concelho.
Carlos Pinto defendeu que nada pode ficar igual, com uma “inércia com que se convive bem em tempo de abundância”, mas que com a crise de hoje classifica de “inconsciência”.
José Junqueiro garantiu levar da Covilhã “mais energia para a materialização dos debates que pretendo fazer”.
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