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Região 1 de março de 2011

Castelo Branco: Unidade de Litotrícia do Hospital Amato Lusitano é das mais avançadas do país

Por: Diario Digital Castelo Branco

A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) possui uma das unidades de litotrícia melhor equipadas e dimensionadas do País.

Com uma taxa de eficácia elevada, a Unidade trata doentes dos distritos da Guarda, Portalegre e Castelo Branco em regime de ambulatório sem recurso a anestesia, havendo apenas lugar a ligeira analgesia.

A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) possui uma das unidades de litotrícia melhor equipadas e dimensionadas do País. Com uma taxa de eficácia elevada, a Unidade trata doentes dos distritos da Guarda, Portalegre e Castelo Branco em regime de ambulatório sem recurso a anestesia, havendo apenas lugar a ligeira analgesia.

Em 2010 foram efectuados cerca de 150 tratamentos e praticamente não existe lista de espera dada a baixa taxa de retratamentos que se deve à alta qualidade do litotritor electromagnético, o qual é um topo de gama da Dornier.

Luís Correia, presidente do Conselho de Administração da ULSCB, considera esta “uma Unidade de excelência que deve ser valorizada por toda a região. Presta serviços de qualidade numa perspectiva de ambulatório. Por isso, o objectivo da ULSCB é valorizá-la servindo desta forma a população. Esta é uma unidade de qualidade que dá garantias às pessoas”.

A eficácia dos tratamentos prestados na Unidade é testemunhada pelos próprios doentes. Um desses pacientes que havia sido submetido a tratamento de um calculo renal, uma hora antes, mostrava-se já bem disposto sem qualquer dor e com grau de satisfação elevado pelo sucesso do tratamento.

João Fonseca, director do Serviço de Urologia do Hospital Amato Lusitano (HAL), resume a problemática da litíase e da evolução do tratamento dos cálculos renais, sublinhando que “os cálculos urinários são a terceira afecção mais comum do aparelho urinário e perseguem o ser humano desde os primeiros registos de civilização”.

No entender do médico João Fonseca, “tem havido grande evolução no diagnóstico e tratamento da urolitíase”.

O director do Serviço de Urologia adianta que “o síndrome de apresentação dos cálculos - a tão conhecida cólica renal -, ocorre quando um cálculo sai do excretor renal e encrava no uréter provocando obstrução à passagem da urina levando à dilatação do excretor e da cápsula renal originando uma dor súbita, intensa que obriga o doente a recorrer ao serviço de urgência para controle da dor”.

João Fonseca considera que “tem que se mudar o estilo de vida das pessoas, aconselhar hidratação reforçada cerca de três litros de água por dia, caso contrário, as recorrências poderão ser de 50% aos cinco anos”.

O director do Serviço de Urologia do HAL esclarece que “cálculos até 5 mm podem ser expelidos naturalmente e quanto aos maiores tudo pode acontecer e é aí que surgem as novas tecnologias. Longe vão os tempos em que tínhamos que recorrer à cirurgia aberta para resolver estes casos. Quando em 1980, o Dr. Chaussy efectuou a primeira litotrícia por ondas de choque extra corpórea a um humano em Munique com um litotritor Dornier HM1 estava longe de supor que iria revolucionar o tratamento dos cálculos”.

João Fonseca destaca o equipamento da Unidade de Litotrícia do HAL. “O nosso litotritor permite focagem por fluoroscopia e por ecografia o que permite tratar quase todos os cálculos. Claro que também há contra-indicações como a gravidez, obesidade, discrasias sanguíneas, infecções e algumas mal formações congénitas do rim. Nesses casos e naqueles em que a maquina não resolve o Serviço de Urologia e a Unidade de Litotrícia dispõe de equipamento para litotrícia intra-corpórea que consta de dois ureterorrenoscópios um flexível e um semi-rígido e um Holmium laser sendo a eficácia de quase 100% tendo nestes casos o doente que ser anestesiado”.

João Fonseca assegura que “esta é a informação correcta e não aquela que li há cerca de dois meses num jornal local que dizia que o serviço de litotrícia estava encerrado, onde confundiram Serviço com Unidade. Além disso esta nunca encerrou desde a sua inauguração. Com essas notícias prestam assim um mau serviço à população afastando os utentes do seu Hospital e particularmente do Serviço de Urologia que afinal resolve todos os problemas de litíase”.

João Fonseca assegura que “queremos trabalhar mais nesta área e nesse sentido sabemos dos esforços que esta Administração tem feito para conseguir mais protocolos com outros hospitais. Da nossa parte iremos este ano efectuar algumas acções junto dos médicos de Medicina Familiar de forma a sensibilizá-los para o perigo de um cálculo abandonado no aparelho urinário e iniciaremos já este mês uma Consulta de litíase”.

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