Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Em comunicado, o PS lança o desafio aos deputados do PSD/Guarda para que, “no âmbito do respetivo Grupo Parlamentar, proponham um projeto de resolução e o PSD vote favoravelmente suspender o pagamento de portagens na A23 e na A25”.
A Federação Distrital do PS/Guarda, presidida por José Albano Marques, alega que “nesta fase, e uma vez que a cobrança das portagens integra a Lei do Orçamento [do Estado] só o Parlamento pode inverter a situação”.
“É na Assembleia da República e não em conferências de imprensa sem sentido que o distrito pode ser defendido”, sustenta o PS que, desta forma, responde ao líder distrital do PSD, Álvaro Amaro.
Álvaro Amaro disse na segunda-feira, em conferência de imprensa, que na campanha eleitoral para as últimas eleições legislativas o candidato socialista, que foi eleito primeiro-ministro “prometeu que não iria haver portagens nas SCUT”.
“Se [José Sócrates] prometeu tem de cumprir a sua palavra”, apelando também ao PS que seja “fiel ao seu compromisso com o eleitorado”, afirmou.
A Federação Socialista da Guarda emitiu um comunicado onde sublinha que “se o PSD é mesmo contra as portagens tem aqui uma boa oportunidade para o demonstrar”.
“Ficamos à espera da iniciativa parlamentar do PSD”, refere o PS/Guarda, esclarecendo que “a culpa das portagens na A23 e na A25” não é do partido nem do Governo.
Explica que “está dito e redito, mil vezes escrito, que o PS e o seu Governo resistiram, quanto puderam a introduzir portagens nas SCUT do interior do país”.
“Foi o líder do PSD, Passos Coelho, quem exigiu a universalidade dos pagamentos no todo nacional”, acrescentam os socialistas.
O PS alega que “se assim não fosse, as portagens não seriam introduzidas” porque “o Governo o não quer e, depois, porque o PSD e restante oposição, com larga maioria no Parlamento, caso fosse o PS a propô-lo, votariam contra e chumbariam a proposta como o já fizeram tantas vezes, noutras situações”.
“É pois fácil deduzir e concluir: o PSD é o único responsável pelas portagens. Se assim não é, pois que o demonstre e prove agora”, lê-se no mesmo comunicado.
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