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Região 3 de março de 2011

Comboios: CP estuda “novo modelo de exploração” da Linha da Beira Baixa, na sequência da eletrificação

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A CP está a estudar “um novo modelo de exploração” da Linha da Beira Baixa, na sequência da eletrificação de todo o percurso ferroviário.

A CP está a estudar “um novo modelo de exploração” da Linha da Beira Baixa, na sequência da eletrificação de todo o percurso ferroviário.

As obras de eletrificação entre Castelo Branco e a Covilhã deverão estar concluídas no verão, segundo informações da REFER, que administra a infraestrutura ferroviária estatal.

O investimento “altera significativamente as condições de exploração na linha da Beira Baixa, permitindo o abandono da tração diesel na linha”, esclareceu por escrito a CP.

A empresa, que respondeu a questões colocadas pela Lusa, adiantou que está a realizar “um estudo sobre um novo modelo de exploração na Linha da Beira Baixa que permita tirar partido das novas condições” e que “melhor se adeque às necessidades de mobilidade da região”.

De acordo com a CP, as taxas médias de ocupação em 2010 na Linha da Beira Baixa foram de “cerca de 40 por cento para os serviços Intercidades e 10 por cento para os serviços regionais”.

O total de viagens na linha “foi da ordem das 590 mil, sendo cerca de 53 por cento destas viagens em serviço regional”.

Para a associação de Amigos da Linha da Beira Baixa, com sede na Covilhã, o receio é o de que a CP “substitua os comboios Intercidades, com locomotivas e carruagens, por automotoras triplas elétricas (UTE) de qualidade inferior”, disse à Lusa o vice-presidente Hélder Bonifácio.

Aquele responsável baseia-se em “informações transmitidas por quadros intermédios da empresa” e a partir das quais a associação alertou nos últimos dias autarcas da região.

A associação considera que a região ficaria pior servida “com a circulação de composições elétricas recauchutadas, habitualmente usadas em circuitos suburbanos e não de longo curso, logo, com menos conforto”, referiu.

Por seu lado, o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), considera a possibilidade “paradoxal” por surgir “logo a seguir à modernização que o Estado fez na linha férrea”.

Segundo o autarca, “fala-se de portagens nas autoestradas e de cortes nos comboios”, concluindo que “daqui a pouco o Estado não está a cumprir nenhuma das suas funções”.

A CP refere que, “não estando completo ainda o estudo, é prematuro falar na substituição de material motor e automotor, sendo certo, que permanecerá a coexistência do serviço Intercidades e Regional, numa melhor conjugação de serviços, com o fim de melhor servir as populações”.

Existem atualmente seis ligações diárias por Intercidades entre a capital e a Covilhã, três em cada sentido, com a duração aproximada de quatro horas. Cada comboio inclui carruagens de primeira e segunda classe, com lugares marcados e serviço de bar.

Os comboios Intercidades da Linha da Beira Baixa param na Covilhã, Fundão, Castelo Branco, Ródão, Abrantes, Entroncamento, Santarém, Vila Franca de Xira e Lisboa.

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