Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 6 de março de 2011

PCP/90 anos: Boidobra é ponto vermelho isolado, no distrito de Castelo Branco pintado a rosa e laranja

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

No mapa do distrito de Castelo Branco, pintado a rosa e laranja, a freguesia da Boidobra, na Covilhã, é um ponto vermelho isolado onde o Partido Comunista detém o poder.

Para o presidente da junta, o independente José Pinto, “enquanto houver trabalhadores, haverá partido” e acredita que a tradição operária da freguesia sempre a levou a votar mais à esquerda.

Na Boidobra funciona uma fábrica de lanifícios do grupo Paulo de Oliveira, uma das maiores da Europa a produzir tecidos de lã e cujo grupo emprega 1200 pessoas.

Mas apesar de a CDU ali estar no poder há 22 anos, a vila “não é terra de comunistas”, garante o dono de um estabelecimento comercial, que prefere ficar no anonimato, atrás do balcão.

É certo que “há por aí muitos”, acrescenta um cliente, mas “a coisa hoje em dia está muito dividida”.

Pela rua passa Aurélio Madeira, trabalhador na Paulo de Oliveira há 17 anos, que subscreve o retrato: “politicamente não encontra aqui diferenças em relação a outros sítios”.

Então, porque é que a CDU voltou a ganhar nas últimas autárquicas?

Estes três residentes pensam que “o mérito é da equipa e do presidente da junta” e como ele já não se pode voltar a candidatar, “a coisa até pode virar” nas próximas eleições.

Marco Gabriel, militante do PCP e residente na Boidobra, acredita que a vila não vai mudar de partido.

Sublinha que o número de eleitores na freguesia “tem crescido”, fruto da construção de novos bairros, próximos da Covilhã, mas nem a chegada de novos residentes tirou o poder ao partido.

Os eleitores “têm validado a política de proximidade da CDU, mais preocupada com as necessidades das pessoas do que com a agenda mediática”, destacou.

Acredita por isso que, “com o trabalho de equipa” a Boidobra vai continuar a ser um ponto vermelho no mapa autárquico do distrito de Castelo Branco, para ajudar o partido de 90 anos a “implantar uma nova sociedade, mais solidária”.

Um partido que completa 90 anos “merece credibilidade, ou já teria desaparecido”, sublinha José Pinto, que confessa ainda esperar muito do PCP, apesar de já não poder recandidatar-se à presidência da junta.

Nas eleições autárquicas de 2009, a CDU obteve 45,65 por cento dos votos, elegendo cinco membros da Assembleia de Freguesia, o PSD elegeu três e o PS conquistou um lugar.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!