Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Nuno Crato falava no parlamento em resposta a perguntas do deputado do Bloco de Esquerda, Luís Fazendo, sobre a incerteza das contas que incidem sobre as aposentações e rescisões, no valor de 240 milhões de euros.
"As contas são falíveis, nomeadamente aquelas que têm a ver com decisões humanas, mas os nossos serviços estudaram para ter aqui uma previsão o mais fiel possível", disse Nuno Crato.
O ministro admitiu que os professores aposentados passarão a ser um encargo de outro ministério, o da Segurança Social, quando deixarem o sistema de ensino e passarem a receber as suas reformas.
Luís Fazenda advertiu que "mais cedo do que tarde" haverá um orçamento retificativo, alegando que a escola pública está em queda e a universidade encontra-se "à beira do colapso".
Criticou ainda as contas apresentadas, afirmando que o orçamento "esconde uma espécie de ensaio para o cheque ensino" e acusando o ministério de fazer "experiências" à custa de uma escola pública de qualidade para todos.
O ministro alegou que foram conseguidos "ganhos de eficiência" de 102,2 milhões de euros com a reorganização dos Quadros de Zona Pedagógica e a agregação de escolas, bem como com a reformulação das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC).
Só com as AEC, o ministro disse que o "ganho de eficiência" foi de quase 38 milhões de euros, "sem acabar com as AEC".
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