Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente do Conselho Económico e Social (CES), José Silva Peneda, afirmou que há uma clara “falta de noção” da ‘troika’ quanto à realidade da economia portuguesa, um desconhecimento que se traduz num programa “irrealista” e “mal desenhado”.
O presidente do Conselho Económico e Social (CES), José Silva Peneda, afirmou que há uma clara “falta de noção” da ‘troika’ quanto à realidade da economia portuguesa, um desconhecimento que se traduz num programa “irrealista” e “mal desenhado”.
“Há vícios na conceção do programa que têm feito com que aquilo que era programado, as metas programadas, não tenha sido cumprido”, disse Silva Peneda em entrevista à agência Lusa.
Silva Peneda, considera que o diálogo social existe efetivamente em Portugal e deve ser usado para encontrar soluções para os problemas do país, mas tem sido mal tratado pelas entidades internacionais.
"O diálogo social é efetivo e os pareceres e compromissos conseguidos no CES tornam-no bem claro", disse José Silva Peneda.
O presidente do Conselho Económico e Social defende a necessidade de um novo modelo económico para o país, baseado na produção de bens transacionáveis, que gere credibilidade e confiança.
"A nossa crise foi muito profunda e não vai ser possível voltar ao ponto de partida. O modelo económico que vigorava no país até 2011, baseado na construção civil, no imobiliário, no crédito fácil, no consumo e no investimento público, esgotou-se", disse .
O presidente do CES, prefere um Estado mais barato e mais eficiente, apostando na descentralização e na deslocalização dos serviços.
“Eu quando falo em reforma do Estado defendo um Estado mais barato e mais eficiente. Estou convencido que uma das componentes essenciais para termos um Estado mais barato e mais eficiente é apostarmos na descentralização. Mas se não quisermos falar em descentralização, falemos em desconcentração”, declarou.
Silva Peneda, critica, ainda, a “obsessão” da ‘troika’ em reduzir os custos unitários do trabalho em Portugal e defendeu a subida do salário mínimo nacional (SMN), contrariando a posição dos credores.
“Se há matéria que é tipicamente de concertação social é o salário mínimo nacional (SMN) e acho que o poder político tem de legislar sobre isso. Mas, claramente, o primeiro sinal é a concertação social que o deve dar e os parceiros sociais já se mostraram mais que disponíveis para tratar do assunto, mas a ‘troika’ não o permite”, disse Silva Peneda em entrevista à agência Lusa.
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