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Região 9 de março de 2011

Portagens/Guarda: CDS-PP considera tarifas na A23 e A25 “extremamente gravosas” para a região

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Comissão Política Distrital do CDS-PP da Guarda considerou hoje, em comunicado, que a aplicação de portagens nas autoestradas A23 e A25 terá “consequências sociais e económicas extremamente gravosas” para a região.

Aquela estrutura partidária, liderada por Fonseca de Carvalho, entende que a decisão da introdução de tarifas nestas duas autoestradas, a partir de abril, “é profundamente prejudicial e injusta para a população do distrito da Guarda”.

O CDS-PP/Guarda recorda que “estas vias de comunicação foram, desde sempre, anunciadas ao país e às pessoas por elas servidas como infraestruturas sem custos para o utilizador e como um fator promotor da coesão nacional”.

“Desde o início do processo de lançamento das SCUT (autoestradas Sem Custos para o Utilizador) que, quem nele interveio, teve ao seu dispor elementos suficientes que apontavam para a insustentabilidade do modelo”, é referido.

Acrescenta que as autoestradas A23 (Guarda/Torres Novas) e A25 (Vilar Formoso/Aveiro), sempre foram designadas como “vias com perfil de autoestrada” porque “nunca cumpriram os requisitos técnicos impostos para os traçados de autoestrada”.

“Hoje, não existem alternativas às SCUT, uma vez que a Estrada Nacional (EN) 16 e EN 18, ou se encontram degradadas, ou nalguns casos já não existem ou estão transformadas em autênticas vias urbanas de diversas localidades, manifestamente desadequadas à função que outrora desempenharam”, refere o partido.

A distrital do CDS-PP também vaticina que “o aumento do fluxo de trânsito nas estradas nacionais e municipais pode vir a ter um forte impacto no aumento da sinistralidade” e que a aplicação de portagens contribui para “a redução da competitividade das empresas” e “compromete o desenvolvimento” da região.

“O distrito já apresenta sinais evidentes de desertificação e envelhecimento da população”, salienta o CDS-PP, acrescentando que, com portagens nas autoestradas, o “desenvolvimento continuará a ser adiado e a região condenada à irrelevância social e económica”.

O CDS/PP discorda da argumentação do “utilizador/pagador”, deixando a garantia de “tudo fazer”, junto das entidades competentes, “no sentido da suspensão deste processo”.

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