Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Num discurso de 15 páginas, Cavaco Silva dedicou grande parte da intervenção à situação do país, lembrando que Portugal está hoje submetido “a uma tenaz orçamental e financeira”, com o orçamento “apertado do lado da procura e o crédito apertado do lado da oferta”.
Um quadro que, referiu, afeta o crescimento económico e qualidade de vida das famílias e não deve ser ignorado, devendo todos apreender a “urgência de atuar”.
Considerando que “é imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas”, Cavaco Silva pediu a avaliação “devida e atempada” de todas as decisões do Estado, porque não se pode correr o risco de prosseguir políticas públicas baseada no “instinto ou no mero voluntarismo”.
Dado o “contexto difícil”, Cavaco Silva disse ser uma imposição o Presidente da República contribuir para a definição de linhas de orientação e de rumos para a economia.
Assim, continuou, a nível estrutural é necessário uma aposta inequívoca nos setores de bens e serviços transacionáveis, estimular a poupança interna e reafetar crédito para pequenas e médias empresas.
Paralelamente será necessário reformas estruturais para diminuir o peso da despesa pública e reduzir presença excessiva do Estado na economia, “uma gestão rigorosa” das contas públicas, acrescentou.
A nível conjuntural, referiu, é necessário “um esforço determinado” no combate ao desemprego, ao mesmo tempo que há que apostar nas “iniciativas locais de emprego”.
“Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas”, declarou.
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