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País 17 de março de 2011

PR: Cavaco recebe hoje líder do PSD, primeiro-ministro tem reunião semanal com chefe de Estado na sexta-feira

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Presidente da República recebe hoje o líder do PSD e na sexta-feira terá com o primeiro-ministro a habitual reunião semanal, numa altura em que o cenário de crise política é cada vez mais colocado pelos partidos.

A audiência do líder do PSD com o chefe de Estado foi pedida na segunda-feira pelo próprio Pedro Passos Coelho, três dias depois do Governo ter anunciado novas medidas de austeridade no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento, chamado como PEC 4.

O encontro entre Pedro Passos Coelho e Cavaco Silva acontece dois dias depois do líder do PSD ter feito uma das mais duras intervenções contra o executivo de José Sócrates, onde disse que “a peça de teatro chegou ao fim” e pediu ao Governo para não “fingir mais” e deixar outros fazer o trabalho, caso não o queira fazer.

“Chegámos ao fim, isto não pode continuar assim”, afirmou na terça-feira à noite, durante a apresentação do livro “Voltar a Crescer - 55 empresários e gestores, 365 soluções”.

Nesse discurso, Pedro Passos Coelho acusou ainda o Governo de “deslealdade e falta de respeito pelo país” por ter ocultado as medidas que estava a negociar com Bruxelas no âmbito do PEC 4 e, apesar de reconhecer que Portugal enfrenta “dificuldades sérias”, defendeu que as medidas de emergência têm de ser justas porque quando isso deixa de acontecer passam a ser “ilegítimas”.

O líder social-democrata recusou ainda a tese do executivo de que está a propor mais medidas de austeridade por “uma razão de precaução”, argumentando que ninguém “põe um país a pão e água por razão de precaução”.

Na mesma noite, já depois da intervenção do líder social-democrata, o primeiro-ministro admitiu que se o Parlamento aprovar uma moção contra o novo PEC, isso significa a abertura de uma crise política com consequências “terríveis” para Portugal.

“Se a Assembleia da República decidir uma moção contra o PEC, isso significa que o país não está em condições de se comprometer internacionalmente, nem o Governo está em condições de se comprometer internacionalmente. Isso significa, do meu ponto de vista, uma crise política”, considerou o primeiro-ministro, durante uma entrevista à SIC.

Na entrevista, José Sócrates garantiu ainda que voltará a recandidatar-se ao cargo de primeiro-ministro caso haja eleições legislativas antecipadas, recusando virar “a cara à luta”.

Até agora, e apesar de ter já tido duas intervenções públicas esta semana, o Presidente da República nunca respondeu às perguntas da comunicação social sobre a possibilidade de uma crise política.

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